Lucro em alta, demissões e fechamento de agências também em alta: o retrato do Itaú em 2025
- Bancários Sorocaba

- há 1 dia
- 1 min de leitura

O Itaú encerrou 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 46,8 bilhões, o maior já registrado por um banco no Brasil. O resultado representa crescimento de 13,1% em relação a 2024 e consolida um desempenho histórico no sistema financeiro nacional.
No quarto trimestre, o banco alcançou R$ 12,3 bilhões em lucro, mantendo rentabilidade elevada, com ROE anual de 23,4%. A carteira de crédito chegou a R$ 1,49 trilhão, com expansão em segmentos como crédito imobiliário, cartão e crédito pessoal. A inadimplência permaneceu controlada e as receitas com serviços e seguros também avançaram. Além disso, foram distribuídos R$ 33,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio aos acionistas.
Os números demonstram solidez, eficiência operacional e forte geração de valor.
No entanto, o cenário levanta um debate importante. Enquanto o banco celebra um lucro bilionário e recorde, o setor bancário segue registrando fechamento de agências físicas, redução de postos de trabalho e reestruturações internas. O contraste chama atenção: lucro em alta, demissões e encerramento de unidades também em alta.
A justificativa apresentada costuma estar na digitalização dos serviços, no ganho de eficiência e na modernização do atendimento. Porém, para trabalhadores e comunidades atendidas pelas agências, o impacto é direto, menos empregos, maior sobrecarga nas equipes remanescentes e diminuição do atendimento presencial.
O resultado histórico reforça a força da instituição no mercado, mas também reacende o debate sobre responsabilidade social, valorização dos trabalhadores e o papel das grandes instituições financeiras diante de lucros recordes.




Comentários