Caixa lucra R$ 7,4 bilhões no semestre e empregados cobram valorização
- Bancários Sorocaba

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A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 7,368 bilhões no primeiro semestre de 2026. Apesar da queda de 24,7% em relação ao mesmo período de 2025, o banco segue apresentando resultados bilionários e crescimento em importantes indicadores.
No segundo trimestre, o lucro chegou a R$ 3,899 bilhões, alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado e de 12,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2026.
A margem financeira alcançou R$ 37,944 bilhões, crescimento de 16%, enquanto as receitas com serviços e tarifas chegaram a R$ 14,928 bilhões, alta de 12,7%. Os ativos da Caixa somaram R$ 2,389 trilhões.
Crédito e habitação avançam
A carteira de crédito encerrou junho em R$ 1,448 trilhão, crescimento de 11,9% em 12 meses. No primeiro semestre, foram realizadas R$ 365,6 bilhões em novas contratações.
A carteira imobiliária ultrapassou pela primeira vez R$ 1 trilhão, chegando a R$ 1,005 trilhão. A Caixa mantém participação de 67,9% no mercado brasileiro de crédito imobiliário.
Mais clientes e menos empregados
Enquanto os negócios crescem, o quadro de pessoal permanece praticamente estagnado. A Caixa encerrou junho com 84.136 empregados, 258 a menos do que no fim de 2025.
Ao mesmo tempo, o banco chegou a 160,4 milhões de clientes e 248,2 milhões de contas.
Em dez anos, a Caixa perdeu 11.551 postos de trabalho, enquanto o número de clientes cresceu 88,5% e a quantidade de contas aumentou 171,9%.
O cenário reforça a reivindicação dos empregados por novas contratações, dimensionamento adequado das unidades e melhores condições de trabalho, diante do aumento das demandas e da pressão sobre as equipes.
Valorização precisa acompanhar os resultados
Para a representação dos empregados, os números demonstram que a Caixa possui condições para avançar nas reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2026.
Entre as principais cobranças estão:
Valorização salarial
Ampliação do quadro de empregados
Melhoria da PLR e da remuneração variável
Mais recursos para o Saúde Caixa
Fim das metas abusivas e da sobrecarga
Melhores condições de trabalho
A reivindicação também inclui a retomada da proporção de 70% do custeio do Saúde Caixa pela Caixa e 30% pelos empregados, além da retirada do teto de 6,5% da folha salarial.
Com resultados bilionários e crescimento das operações, os empregados defendem que a força financeira da Caixa também se traduza em valorização de quem constrói diariamente os resultados do banco.




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