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Itaú fala em 'disposição de crescer' a oferta de crédito


Presidente do banco avalia, porém, que demanda continua fraca e que crescimento ocorrerá primeiro para pessoas físicas que para empresas

O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou nesta terça-feira (31) que o banco pretende elevar a sua oferta de crédito para os diferentes segmentos, inclusive para compra de automóveis e para o segmento de pequena e média empresas.

“Temos uma disposição de crescer a carteira de credito e isso se aplica a todos os mercados”, afirmou em teleconferência para comentar os resultados do 3º trimestre. O lucro do Itaú atingiu R$ 6,1 bilhões no 3º trimestre, alta de quase 13%.

“Tenho dito que o crescimento da carteira em 2018 é o que deverá anular os efeitos negativos sobre o nosso resultado da queda da Selic. Então, existe sim disposição de crescer carteira no ano que vem, o quanto ainda estamos avaliando”

Apesar da alta no lucro, a carteira de crédito do banco caiu 4,9% nos últimos 12 meses, para R$ 575,2 bilhões. Na comparação com o 2º trimestre, a queda foi de 2,1%.

Para o executivo, a demanda por crédito no varejo já mostrou um ponto de inflexão no terceiro trimestre e essa tendência de recuperação deve se prolongar nos próximos meses.

“O que vai ditar o ritmo de crescimento de cada uma dessas carteiras é a demanda. E imagino que vai ser mais fácil crescer nas carteiras no varejo do que no atacado", disse.

Apesar disso, o Itaú manteve a projeção de fechar 2017 "perto da parte mais baixa da previsão" para a carteira total neste ano, que estima queda de até 2% no Brasil. No segmento pessoas físicas, houve alta de 0,3% na carteira do banco na comparação com o trimestre anterior, enquanto que para pessoas jurídicas houve queda de 4,9%.

Impacto das eleições 2018

Segundo Bracher, a tendência é que a retomada do crédito ocorra primeiro nas carteiras de empréstimos para pessoas físicas, em função da queda da taxa de juros e da redução da inadimplência, e que para as empresas as incertezas políticas continuam sendo um fator que inibe o investimento.

“O fato de termos eleições em 2018 pode ser um elemento que postergue um pouco as decisões e a demanda por crédito por parte das grandes empresas", avaliou, acrescentando há também uma maior concorrência do mercado de mercados de capitais, com muitas empresas optando por títulos e oferta de ações para se financiarem.

Ele destacou ainda que será a demanda que irá ditar o ritmo de crescimento das carteiras de crédito do banco. “Isso não é uma decisão unilateral... Não temos visto demanda em níveis que consideremos rentáveis para nossa operação, especialmente no atacado”, afirmou.

Bracher avaliou também que o calendário eleitoral deverá provocar uma maior oscilação no preço de "ativos mais especulativos" como ações e títulos da dívida pública, "conforme o mercado veja a inclinação dos candidatos e qual será a política econômica deles".

O Itaú projeta um crescimento de 3% para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2018.

Integração das operações do Citi

Com relação à conclusão da compra dos negócios de varejo do Citibank, o executivo avaliou que a integração das operações seja "relativamente simples" e que o processo possa ser concluído no prazo de 6 meses a 1 ano.

O Itaú Unibanco irá incorporar uma base de cerca de 300 mil clientes.

O primeiro movimento de integração das operações começará a partir desta quarta-feira (1) com os mais de 20 mil caixas eletrônicos exclusivos do Itaú Unibanco já disponíveis para clientes Citi para saques e consultas de saldo com seus cartões de débito.

"O processo de migração das agências será conduzido em etapas ao longo dos próximos meses, com conclusão prevista para o 1º semestre de 2018. Todos os clientes serão comunicados previamente sobre qualquer mudança. Por enquanto, os clientes Citi continuarão utilizando normalmente todos os produtos e serviços do banco, agora sob responsabilidade do Itaú Unibanco, além dos canais usuais de comunicação e agências", disse o banco em comunicado.

Fonte: G1

 
 
 

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