BB nega prorrogar VCP


O Banco do Brasil afirmou, dia 1 de junho, que a Verba de Caráter Pessoal (VCP) não será prorrogada, durante rodada de negociação com os sindicatos, em Brasília. A ampliação do prazo de pagamento do complemento salarial aos atingidos pelo processo de reestruturação, implantado a partir do dia 20 de novembro do ano passado, foi reivindicado pelos sindicatos na primeira reunião para discutir as novas medidas, realizada dois dias depois (22) do anúncio do pacote de maldades.

Para os sindicatos, a VCP deveria ser paga até a realocação dos prejudicados, que perderam cargos e/ou funções e parte considerável dos salários, e não apenas durante quatro meses. O número de funcionários que não conseguiram a realocação, segundo o BB, é de 2.100; foram realocados em cargos inferiores, com redução salarial, 1.600 funcionários.

Condições de trabalho: Os sindicatos voltaram a cobrar melhores condições de trabalho nas agências que absorveram clientes de unidades fechadas. Os representantes do BB informaram que a dotação de algumas agências foram revistas, como parte de um projeto iniciado em São Paulo, a ser expandido para todas as unidades. O grupo que analisa a citada revisão é formado por superintendências, com participação das Gepes.

TAO: No que se refere às nomeações, o banco informou que o TAO Especial e o TAO Normal permanecem abertos. Nos dois, a prioridades são os funcionários que receberam VCP.

Mérito: Os sindicatos reivindicaram a inclusão da mesma pontuação diária do cargo anterior na Carreira de Mérito dos funcionários que receberam VCP, visando minimizar as perdas salariais.

Nomeação dos caixas: Os sindicatos reivindicaram também a nomeação dos caixas que estão em substituição por período maior que 90 dias.

Hora extra, novo plano: Os sindicatos propuseram a prorrogação das horas extras, opcionais, para os funcionários que aderiram à jornada de 6h no novo plano de funções.

Escritórios digitais: O banco informou que existe um esboço de cronograma de implantação de novos escritórios digitais. Os sindicatos exigiram melhores condições de trabalho, com aplicação da NR-17 (ergonomia). O Banco assumiu compromisso em agendar reunião para discutir os problemas levantados pelos sindicatos.

Greve geral: O banco afirmou que não negocia abono ou compensação do dia da greve geral (28 de abril). Em Campinas, o juiz Marcelo Chaim Chohfi, da 5ª Vara do Trabalho, concedeu no último dia 16 liminar em ação ingressada pelo Sindicato, proibindo o desconto. E, caso o desconto tenha sido efetuado, o BB deve restituir o valor “devidamente corrigido, na folha de pagamento sequencial”.

Audiência no MPT: Marcada para o dia 2 deste mês de junho, a quinta audiência no Ministério Público do Trabalho sobre a reestruturação no BB foi transferida para o próximo dia 9.

Fonte: Contraf-CUT e FEEB SP-MS

#bb

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