• Ana Maria Agmont

Desemprego, queda salarial e endividamento no Brasil


Já pensou viver em um país com 12,9 milhões de desempregados (IBGE) e inflação alta? Essa é a realidade de muitos brasileiros que não conseguem ao menos pagar as contas. De acordo com a Serasa, 75% das famílias têm dívidas com média de R$4 mil, ou seja, três em cada dez inadimplentes estão sem trabalho.


Apesar do número de desempregados recuar em comparação ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,6 milhões de desocupados), a renda é a pior em nove anos. Isso porque a quantidade de trabalhadores informais representa a maior parte da mão de obra, com crescimento de 9,5% ou 1,0 milhão de pessoas no setor privado. No trimestre encerrado em outubro, a categoria somava 12 milhões de trabalhadores.


O novo índice de desemprego não significa boas condições. A pesquisa do IBGE revela que houve queda de 4,6% no rendimento real habitual do trabalhador, atingindo R$ 2.449, queda ainda maior na comparação com o mesmo período de 2020: 11,1%.


Categoria bancária


Apesar da inflação de 10,42%, de acordo com o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), a categoria bancária foi uma das poucas a receber aumento real acima da inflação.


Considerando os registros no Mediador até a primeira semana de julho de 2021, cerca de 52,3% dos reajustes resultaram em perdas salariais nas datas-bases, sempre na comparação com o INPC-IBGE, e quase um terço (31,2%) foi igual à inflação. Apenas 16,5% dos reajustes tiveram ganhos reais. Esses números demonstram uma atuação muito positiva dos movimentos sindicais em defesa do trabalhador.


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