BB avança em reestruturação e extingue duas Vice-Presidências


São Paulo, 10/11/2019 - O Banco do Brasil está perto de concluir sua primeira reestruturação feita no governo de Jair Bolsonaro. Entre chegadas e partidas, as mudanças ocorrem ao fim do primeiro ano da gestão de Rubem Novaes, escolhido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para comandar o BB. As modificações atingem a alta cúpula: o número de vice-presidências, que hoje somam nove, deve diminuir.

Serão integradas as áreas de varejo e tecnologia e governo e agronegócios. Uma nova vice-presidência, porém, deve ser criada para consolidar outros negócios do banco. As mudanças serão chanceladas em reunião do Conselho de Administração do BB, agendada para os próximos dias.

Escravos de Jó. Walter Malieni, que estava na presidência da Brasilprev, de previdência privada, desde janeiro, volta ao banco para assumir a vice-presidência de atacado do BB, ocupada por Marcio Hamilton. Aqui, é esperada uma troca. Assim, Hamilton passará a presidir a Brasilprev, uma sociedade do BB com o norte-americano Principal Group. Outra novidade é a criação de uma vice-presidência para consolidar assuntos corporativos e contratos do banco. O dono da cadeira será um dos assessores especiais de Novaes, Mauro Ribeiro Neto, vindo da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Unificação. Já a vice-presidência de negócios de varejo do BB, vaga após a saída de Marcelo Labuto, será extinta e suas atividades consolidadas na vice-presidência de distribuição de varejo, sob os cuidados de Carlos Motta dos Santos, e a de tecnologia, tocada por Fabio Barbosa. João Rabelo Júnior segue na vicepresidência de governo, que passará a contemplar também a área de agronegócios.

De saída. Enquanto uns chegam, outros se despedem do BB, mas devem permanecer no conglomerado. Ivandré Montiel da Silva, até então vice-presidente de agronegócios, deixa o BB para chefiar uma seguradora do banco. Antônio Gustavo Matos do Vale, vice-presidente de gestão de pessoas, suprimento e operações, também deve ocupar outro cargo em empresas do BB. Carlos Bonetti, vice-presidente de controles internos e gestão de riscos, e Carlos Hamilton, vice-presidente de gestão financeira e de relações com investidores, ficam onde estão. Procurado, o BB não comentou.

Estadão

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