• Sindicato dos Bancários

"Risco Bolsonaro" entra no radar de investidores financeiros


Investidores e executivos de instituições financeiras começam a levar em conta o "risco Bolsonaro" na decisão de aplicar dinheiro no Brasil, além do baixo crescimento. Enquanto aguardam o avanço da agenda de reformas e o aquecimento da atividade, observam com certa dose de preocupação as declarações públicas do presidente, o posicionamento em relação a temas mundiais relevantes, como a questão ambiental, e os embates com mandatários de outros países. Para esses executivos, o "ruído político" tem roubado a atenção de uma agenda econômica que, embora a passos lentos, tem avançado. Sobram elogios principalmente à atuação do Banco Central (BC) para modernizar o sistema financeiro nacional, permitindo o desenvolvimento de "fintechs", e para a estabilização da moeda. As referências ao trabalho do Ministério da Economia, liderado por Paulo Guedes, e ao programa de desinvestimentos proposto pelo governo também costumam ser muito positivas. No entanto, essas fontes lamentam, reservadamente, que a "névoa" provocada pelas declarações polêmicas ofuscam essas melhorias. Até agora, as consequências desse alerta são, aparentemente, mais retóricas do que práticas. No caso da crise ambiental, o tema é um ponto de atenção para o mundo todo, mas não chegou a afetar investimentos e negócios, disse em entrevista recente ao Valor o presidente do Citi no Brasil, Marcelo Marangon. De acordo com o diretor de um grande banco local, há investidores globais que não estão dando peso às atitudes do presidente porque consideram que o Brasil está vivendo um "parlamentarismo branco", com um protagonismo maior do Congresso para o andamento das reformas de que o país precisa. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é visto como o grande fiador dos ajustes, muito mais do que Bolsonaro. Por isso, banqueiros, investidores e empresários têm procurado estabelecer um canal direto com Maia e também com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O capital externo, contudo, continua marcando presença nas ofertas de ações, ainda que com um peso menor que no passado. Ao mesmo tempo, o risco-país medido pelo CDS estava ontem em 124 pontos, perto das mínimas históricas. (Colaborou Juliana Machado)

Valor Econômico

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