Empresas cortam 60 mil pessoas e preparam mais PDVs


As empresas estatais vão executar novos programas de demissão voluntária (PDV) a partir deste ano. Segundo o secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Economia, Fernando Soares, pelo menos cinco já estão autorizados. Os novos programas serão executados em meio a um movimento de enxugamento já observado nas empresas federais ao longo dos últimos anos. Ao todo, o número de funcionários foi reduzido em 60 mil desde o ápice observado ao fim de 2014. De lá pra cá, o número total caiu de 555 mil para 495 mil. É como se as estatais tivessem cortado juntas todo o quadro da Petrobras, já que a redução representa mais do que a quantia de empregados da petroleira (47 mil).

As empresas estatais vão executar novos programas de demissão voluntária (PDV) a partir deste ano. Segundo o secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Economia, Fernando Soares, pelo menos cinco já estão autorizados. Os novos programas serão executados em meio a um movimento de enxugamento já observado nas empresas federais ao longo dos últimos anos. Ao todo, o número de funcionários foi reduzido em 60 mil desde o ápice observado ao fim de 2014. De lá pra cá, o número total caiu de 555 mil para 495 mil. É como se as estatais tivessem cortado juntas todo o quadro da Petrobras, já que a redução representa mais do que a quantia de empregados da petroleira (47 mil).

O número atual já é menor do que o registrado em todos os anos do governo de Dilma Rousseff. Também já está abaixo do observado ao fim do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (em 2010, as estatais empregavam 499 mil pessoas). Entre as grandes empresas, a maior redução percentual entre 2014 e 2018 foi a da Petrobras, que registrou um corte de 17% de empregados. Já a Caixa diminuiu sua força de trabalho em 16%, para 85 mil funcionários. Em seguida, estão Banco do Brasil (corte de 13% no período, para 101 mil pessoas) e Correios (corte de 12%, para 105 mil). Segundo Soares, as vagas deixarão de ser preenchidas na maioria dos casos. “A estratégia de uso dos PDVs para adequação de mão de obra das estatais continua. Na grande maioria, estamos fazendo sem reposição de pessoal, de forma que eu tenha uma redução de quadro”, disse. Questionado, afirmou que não pode dizer quais são elas para não prejudicar a estratégia das empresas. Um deles, no entanto, já foi oficializado. Na semana passada, a Petrobras anunciou seu PDV em linha com o plano de redução de despesas da companhia – que tem como meta cortar US$ 8,1 bilhões em gastos operacionais gerenciáveis entre 2019 e 2023. A Caixa pode seguir o mesmo caminho. A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) afirma que a direção do banco já teria afirmado em reunião a intenção do PDV. Recentemente, a própria Caixa lançou um programa (no fim de 2018) e mais de 1,6 mil funcionários aderiram. Segundo Soares, a redução de quadro é uma “estratégia” que contribui para o corte de despesas. “É uma forte atitude de reestruturação de quadro de pessoal. Essa estratégia está sendo razoavelmente atingida”, disse.

Fonte: Valor

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