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Fusões e aquisições vão crescer 15% no Brasil em 2019, diz consultoria

13 de dez. de 2022
2 min de leitura

Neste ano, até outubro, foram 538 operações, 4% a mais do que no mesmo intervalo de 2017

As fusões e aquisições, que têm se acelerado neste último trimestre, deverão encerrar 2018 com uma alta próxima dos 10% e crescer 15% em 2019, segundo projeção da consultoria PwC Brasil.

No acumulado deste ano até outubro, foram 538 operações, 4% a mais do que no mesmo intervalo de 2017. Só no mês passado, porém, foram 68 transações, recorde para o período desde 2014.

“A incerteza das eleições deixou investidores de outros países e fundos de investimento em compasso de espera, mas desde o segundo turno há uma retomada, que vai se intensificar no próximo ano”, diz Rogério Gollo, sócio da PwC.

Os estrangeiros —que neste ano fizeram 37% das aquisições— deverão aumentar sua participação já nos próximos meses, segundo ele.

“Eles responderão por metade dos aportes. Veremos mais transações em ramos como saúde, educação básica, varejo e infraestrutura”, diz Piero Minardi, da ABVCap (associação de fundos de private equity e venture capital).

Se a política econômica do novo governo mexicano, liderado por López Obrador, for antimercado, poderá haver fuga de capitais do país em direção ao Brasil, de acordo com analistas ouvidos pela coluna.

O apetite chinês pelos ativos brasileiros, tradicional em áreas como infraestrutura e agronegócio, deve permanecer relevante, apesar da recente tensão com Bolsonaro, afirma Arthur Penteado, sócio do escritório Machado Meyer.

“O presidente eleito manifestou preocupação com o tema, mas a relação com o Brasil sempre foi boa. A China pensa a longo prazo e buscará compreender a nova política.”

Aguarde sua vez na linha

A Tel, de contact centers, deverá investir R$ 120 milhões para aumentar seu número de postos de atendimento em 2019, segundo o diretor-executivo Gabriel Drummond.

A empresa planeja ampliar duas operações, em São Paulo e na Bahia, e inaugurar uma outra na região Centro-Oeste. Uma nova unidade no Paraná, prevista para este ano, foi adiada.

“Tivemos de fazer uma pausa no planejamento devido a questões burocráticas. Foi necessário compensar com a expansão em Itabuna (BA)”, afirma Drummond.

Cerca de 30% dos recursos utilizados em aportes são próprios. Além de obter financiamento em bancos de fomento, a companhia recorre a benefícios tributários oferecidos por prefeituras para atrair empregos.

“Hoje temos 15 mil funcionários. Com essas expansões, deveremos voltar a crescer algo próximo aos 20% que registramos nos últimos anos [em 2018, a alta foi de 8%].”

Fonte: Folha de SP

 
 
 

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