Após 4 quedas, juro do rotativo do cartão volta a subir e vai a 274% ao ano
Os juros do rotativo do cartão de crédito interromperam uma sequência de quatro meses de queda e voltaram a subir em agosto. Nesta modalidade, os consumidores pagaram, em média, juros de 274% ao ano em agosto, alta em relação aos 271,4% registrados no mês anterior. Em agosto de 2017, a taxa anual era de 392%. Já os juros pagos no cheque especial ficaram em 303,2% ao ano em agosto, mesmo número registrado em julho, após quatro meses seguidos de queda. Em agosto de 2017, a taxa era de 317,3%. Para efeito de comparação, a taxa básica de juros do país (Selic) está em seu menor patamar histórico, a 6,5% ao ano. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Banco Central. Esses são números médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas). Confira a variação das modalidades de crédito: Rotativo do cartão de crédito: de 271,4 % ao ano em julho para 274% ao ano em agosto Cartão de crédito parcelado: de 167,1% ao ano em julho para 166,7% ao ano em agosto Cheque especial: mantida em 303,2% ao ano em agosto Crédito pessoal não-consignado: de 118,5% ao ano em julho para 121,4% em agosto Crédito pessoal consignado: de 24,9% ao ano em julho para 24,5% ao ano em agosto Compra de veículos: de 22,3% ao ano em julho para 22,2% ao ano em agosto Financiamento imobiliário: mantida em 8% ao ano em agosto Mudanças no cheque especial Desde julho, pessoas que usarem mais de 15% do limite do cheque especial por 30 dias seguidos devem ter acesso a uma linha de crédito mais barata para parcelar o valor. A medida foi anunciada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em abril. A entidade diz que cada banco pode definir qual alternativa oferecer. Novas regras do cartão Em relação ao uso do cartão, o consumidor só pode usar o rotativo por, no máximo, 30 dias. Após esse período, o banco deve apresentar uma proposta mais vantajosa para o cliente, como o crédito parcelado, no qual você define o número de prestações na hora da aquisição. Nesse caso, os juros são mais baixos que no rotativo, mas ainda assim altos. Antes, se o consumidor não pagava o valor total da fatura do cartão de crédito, a dívida era jogada para o mês seguinte, por meio do chamado crédito rotativo. Isso acontecia mês a mês, sucessivamente, com a cobrança de juros sobre juros, transformando a dívida numa bola de neve. Veja as taxas médias cobradas dos consumidores: Rotativo do cartão de crédito Para quem pagou o valor mínimo da fatura: 250,3% ao ano queda na comparação com julho (252,1%) alta em relação a agosto de 2017 (221,1%) Para quem não pagou nem o valor mínimo da fatura: 291,3% ao ano alta na comparação com julho (285,2%) queda em relação a agosto de 2017 (497,5%) Média (considera as duas opções acima): 274% ao ano alta na comparação com julho (271,4%) queda em relação a agosto de 2017 (392%) Parcelamento da fatura do cartão de crédito: 166,7% ao ano queda na comparação com julho (167,1%) alta em relação a agosto de 2017 (161%) Fonte: UOL





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