Banqueiros propõe reajuste insuficiente e corte de direitos!
Bancos propõem 0,5% de aumento real e não pagamento de PLR a mulheres em licença-maternidade e bancários afastados pelo INSS. Negociação continua na quinta.

O setor mais lucrativo do país são os bancos. Somente no primeiro semestre deste ano, os cinco maiores bancos (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander), já ganharam R$ 42 bilhões ou quase 18% mais que em 2017. Os ativos dessas instituições, somados, bateram a casa dos R$ 6,2 trilhões no semestre. Um montante que supera, em muito, orçamentos como da Saúde (R$ 114,8 bi) e da Educação (R$ 109 bi) no Brasil para todo o ano de 2017.
Retirada de direitos
Mas mesmo com todos esses lucros, os banqueiros apresentaram proposta insuficiente na rodada de negociação de ontem, dia 21/08. A negociação durou toda a tarde e noite de ontem. Ofereceram aumento real de apenas 0,5% e disseram não concordar com o pagamento de PLR a gestantes de licença maternidade e adoecidos afastados pelo INSS. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta em mesa e nova rodada de negociação foi agendada para amanhã, dia 23/08, às 10h, em São Paulo capital.
“É absurdo negar PLR a gestantes a adoecidos afastados, porque mesmo com sua ausência, o banco não deixa de ganhar sobre seu trabalho, já que as metas dos afastados são transferidas e cumpridas pelos colegas da ativa. Além disso, muitos afastados adoecem justamente pelo trabalho no banco!”, indigna-se Julio Cesar Machado, presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região.
BB e Caixa
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil não tiveram negociação ontem. Deixaram a reunião para hoje, dia 22/08. Os bancários seguem mobilizados em semana de luta por todo o Brasil.
Veja mais sobre a proposta dos bancos
• Retirada do salário substituto (cláusula 5ª)
• Fim da PLR integral para bancárias em licença-maternidade e afastados por acidente ou doença (esses trabalhadores receberiam PLR proporcional ao período trabalhado)
• Querem compensar, caso percam na Justiça, as horas extras pagas como gratificação de função conforme a cláusula 11ª da CCT. Esse item não vale para os bancos públicos, que têm Plano de Cargos e Salários (PCS). A proposta foi rejeitada e o Comando quer negociar PCS para todos
• Alteração da cláusula do vale-transporte, rejeitada porque ficaria pior do que a lei (cláusula 21ª)
• Fim da cláusula que proíbe a divulgação de ranking individual (cláusula 37ª)
• Retirada da cláusula que previa adicional de insalubridade e periculosidade porque está na lei (cláusula 10ª)
• Querem flexibilizar o horário de almoço de 15 minutos para 30 minutos na jornada de seis horas (exceto para teleatendimento e telemarketing)
• Fim do vale-cultura (cláusula 69). Comando quer que permaneça para que o direito esteja garantido caso do governo retome o programa.
• Retirada da cláusula que garantia a homologação de rescisão contratual nos sindicatos
• Aqui um avanço: garante o parcelamento do adiantamento de férias em três vezes, a pedido do empregado
• Outro avanço: mantém o direito do hipersuficiente à CCT (quem ganha mais de R$ 11.291,60.
• Mantém o direito ao adiantamento emergencial para quem tem recurso ao INSS por 90 dias. Os bancários querem 120 dias
SEEB Sorocaba





Comentários