Fenaban promete apresentar proposta global dia 7/08. Assembleia marcada para dia 8.


A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) assumiu compromisso ontem (1º de agosto), durante a quinta rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, em apresentar proposta global para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) na sexta rodada, que será realizada no dia 7 (terça-feira), em São Paulo. Na pauta da rodada de ontem, cláusulas econômicas e igualdade de oportunidades.

Para o secretário-geral da Federação dos Bancários de SP e MS, Reginaldo Breda, que participou da negociação, “os sindicatos aguardam uma proposta decente, que atenda os interesses da categoria. Afinal, após cinco rodadas, nenhuma definição sobre a nova CCT”.

Na primeira rodada de negociação, realizada no dia 28 de junho, a Fenaban adiou sua resposta sobre a assinatura do termo de pré-acordo. Já na segunda rodada, realizada no dia 12 de julho, a Fenaban informou que não assinaria o pré-acordo naquele momento e concordou em definir um calendário de negociação, com três rodadas.

Pré-acordo

A assinatura do termo de pré-acordo, cabe lembrar, é uma necessidade porque o também chamado acordo coletivo de trabalho perde validade no dia 31 deste mês de agosto e a nova legislação (Lei nº 13.467, reforma trabalhista) acabou com a ultratividade das normas coletivas, que assegurava a prorrogação da CCT durante o processo de negociação. A data-base da categoria é 1º de setembro.

3ª e 4ª rodadas

Na terceira rodada, realizada no dia 19 de julho, nenhum avanço sobre o tema saúde; apenas um passo a frente no item segurança. A Fenaban reafirmou concordância em alterar a cláusula 33ª da CCT, estendendo aos bancários vítimas do crime extorsão mediante sequestro a mesma proteção garantida às vítimas de sequestro consumado.

Na quarta rodada, realizada no dia 25 de julho, a Fenaban não concordou em incluir a garantia de emprego na CCT. Quanto aos novos tipos de contratos previstos na legislação trabalhista (terceirizado, intermitente e temporário), em vigor desde novembro do ano passado, a “Fenaban nega a aplicação; porém, não concorda em incluir a proibição na CCT”, destaca o secretário-geral da Federação dos Bancários de SP e MS.

A Fenaban, no entanto, aceitou durante a quarta rodada (25 de julho) analisar a proposta de CCT para todos os bancários, independente da remuneração ou escolaridade, incluindo os hipersuficientes (trabalhador com salário superior ao dobro do teto do benefício previdenciário, com curso superior completo), invenção da citada legislação trabalhista.

O perigo de não clausular benefícios

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região, Julio Cesar Machado, é preciso ficar atento ao desejo da Fenaban de não clausular os benefícios da categoria na convenção. “Se os benefícios que temos hoje não estiverem em cláusulas específicas em nossa convenção, no dia de amanhã os bancos poderão deixar de pagá-los e como não terá nada por escrito, não teremos como cobrar”, alerta.

Ele explica que na negociação deste ano, a Caixa já se pronunciou quanto ao corte de PLR social de seus empregados.

Assembleia dia 8 avalia proposta da Fenaban

Diante do compromisso da Fenaban em apresentar proposta global na sexta rodada (dia 7), sindicatos de todo o Brasil,realizarão assembleia no dia 8 deste mês de agosto. Na pauta, dois pontos: proposta da Fenaban e Dia do Basta contra o desemprego, a ser realizado no próximo dia 10.

Bancos: lucros e demissões

O sistema financeiro mantém a lucratividade em alta. Em 2017, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Federal) lucraram, juntos, R$ 77,4 bilhões. Um crescimento médio de 33,5%. No primeiro trimestre deste ano, os citados cinco maiores bancos lucraram R$ 20,6 bilhões; uma alta de 20,4% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Em outros termos, os bancos reúnem todas as condições para valorizar os salários da categoria bancária.

Mas, mesmo com a lucratividade em alta, os bancos demitem. Entre 2012 e 2017 fecharam 54.199 postos de trabalho. Já no primeiro semestre deste ano, fecharam 2.846 postos de trabalho. Para agravar esse quadro, os bancos reestruturam a rede de agências em nome das novas tecnologias. Entre dezembro de 2016 e abril deste ano foram fechadas 1.680 unidades físicas no país. Em contrapartida, o número de agências digitais no país mais que triplicou. Entre 2016 e 2017 passou de 101 para 373.

Fonte: FEEB SP-MS com SEEB Sorocaba

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