• Sindicato dos Bancários

Petroleiros iniciam greve em refinarias nesta quarta


Grevistas afirmam que não há riscos para o abastecimento do país

Funcionários da Petrobras iniciaram greve de 72 horas nesta quarta-feira (30) em diversas refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos, contrariando a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Na terça, petroleiros afirmaram que a greve não deve trazer riscos para o abastecimento do país e que têm a responsabilidade de atender as necessidades básicas da população. Além disso, a Petrobras conta com grandes estoques de combustíveis em suas refinarias para enfrentar o movimento, após os protestos de caminhoneiros reduzirem fortemente as saídas dos produtos das unidades desde o início da semana passada, disse à agência Reuters na terça-feira uma fonte da empresa. A greve nacional tem como objetivo uma redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis. Também é contra a privatização da Petrobras e busca a saída do presidente da petroleira Pedro Parente, segundo sindicatos.

"Toda greve é política, qualquer relação entre seres humanos é política", diz Cristiano Pereira, um dos diretores do sindicato. Ele questiona a decisão da ministra Maria de Assis Calsing, que considerou o movimento como de caráter político e aparente abusividade, impondo multa de R$ 500 mil ao dia.

Com apoio de sindicalistas, professores, metroviários e movimentos de esquerda, os petroleiros realizam um ato nesta manhã em frente à refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo o sindicato, a adesão é de cerca de 60% da categoria. Funcionários que quiseram trabalhar não foram impedidos de entrar na Regap.

Para o diretor, a decisão foi descabida para uma greve prevista para durar 72h. "Não cabe falar em desabastecimento depois da greve dos caminhoneiros, em que não houve vendas e os estoques das refinarias estão cheios. Deve ter estoque para mais de um mês."

Os petroleiros são contra a política de preços da Petrobras, que provocou alta nos combustíveis e gás de cozinha, e a privatização da estatal. Também pedem a saída do presidente da empresa, Pedro Parente, e a retomada da produção nas refinarias que têm capacidade ociosa.

Na terça (29), petroleiros e movimentos de esquerda fizeram uma manifestação na praça Sete, em Belo Horizonte. Nesta quarta, está prevista uma audiência pública na Assembleia Legislativa.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que os trabalhadores não entraram para trabalhar nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX).

Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou atos em diversas refinarias pelo país —na Repar, no Paraná; na Recap, em Mauá; na Refap, no Rio Grande do Sul; na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco; na Reman, em Manaus; na Reduc, no Rio de Janeiro; e na Replan, em Paulínea.

Fonte: Folha de SP

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