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Ministro da Fazenda diz que não há risco de crise na Argentina contagiar o Brasil

13 de dez. de 2022
2 min de leitura

Presidente argentino informou nesta terça que vai pedir socorro ao FMI. Para Eduardo Guardia, Brasil tem situação externa 'extremamente confortável'.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta terça-feira (8), após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a privatização da Eletrobras, que não há risco de o Brasil ser contagiado pela mais recente crise vivida pela Argentina.

Mais cedo nesta terça-feira, o presidente argentino, Mauricio Macri, informou que está buscando um acordo de financiamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para lidar com a recente volatilidade do mercado que levou à queda do peso e ao aumento da taxa de juros para 40% ao ano.

"Não há canal de contágio. Temos uma situação externa extremamente confortável", disse Guardia. Ele apontou que o Brasil tem déficit das contas externas pequeno e financiado por investimentos estrangeiros diretos, além de possuir reservas internacionais "extremamente elevadas", de US$ 383 bilhões.

"Não vejo nenhum impacto. É uma situação completamente diferente", completou o ministro.

Crise faz Argentina voltar a pedir ajuda ao FMI depois de 15 anos

Anúncio de Trump sobre o Irã

Questionado sobre a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou nesta terça-feira que decidiu abandonar o acordo nuclear firmado com o Irã, retomando as sanções contra o país, o ministro da Fazenda brasileiro avaliou que pode haver um impacto no preço do petróleo, influenciando uma alta.

"Isso impacta a economia mundial. Tem algum impacto sobre preços, mas prefiro acompanhar isso com mais cuidado. O balanço de risco [para a economia brasileira] não muda significativamente", disse Eduardo Guardia.

Por fim, ele declarou que o Brasil tem de "persistir no caminho" que está trilhando para melhorar a economia. Esse caminho, disse ele, é da "consolidação fiscal [melhora das contas públicas], do aumento da eficiência e da agenda de reformas".

"É isso que vai dar segurança ao Brasil para continuar crescendo. A situação internacional pode mudar ao longo do tempo. Já vimos isso no passado. Temos de continuar firmes na direção das reformas, que é o que sempre a gente vem falando", concluiu Guardia.

Fonte: G1

 
 
 

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