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Sindicato participa de palestra sobre a Reforma Trabalhista

13 de dez. de 2022
2 min de leitura

Dia 22 de novembro, os diretores do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região, Ricardo Santos Filho e Rodolfo Rodrigues de Lima, acompanhados do presidente da entidade, Julio Cesar Machado, estiveram participando de palestra sobre a reforma trabalhista, no Sindicato dos Bancários de Campinas.

Conforme explicou Julio Cesar, a incerteza geral quanto à reforma é grande. “Tem muitos pontos ruins que vão funcionar como ‘pegadinhas’ para enganar o trabalhador. A própria justiça ainda não se entende em como proceder com a reforma”, avalia.

Julio frisa que os trabalhadores e o movimento sindical, mais do que nunca, agora precisam mostrar unicidade – falar a mesma língua. Ele explica que é preciso deixar de lado as divergências, para que se alcance um bem comum.

Na visão do movimento sindical, a reforma trabalhista vem para atuar em três frentes: desacreditar a justiça do trabalho, desunir os trabalhadores e acabar com os sindicatos. Tanto que a mídia já noticia, amplamente, que a quantidade de processos trabalhistas depois da reforma caiu 90%. “Só não dizem que esse número é superestimado, já que é comparado com a alta demanda do último mês antes da reforma, quando todos correram para entrar com seus processos antes da vigência da nova lei e assim, garantir que seus processos fossem julgados pela lei antiga”.

Existe ainda um desejo muito grande de desestabilizar e desunir o trabalhador entre si e com os sindicatos: o que se separa, se enfraquece. E sem forças, não há como lutar por direitos. Na visão de Julio, é chegada a hora de o movimento sindical se reinventar. Ele explica que hoje no Brasil, o trabalhador sindicalizado e o não-sindicalizado têm direito aos mesmos benefícios, garantidos pela Convenção Coletiva a toda a categoria. Em outros países isso não acontece, pois apenas os filiados ao sindicato têm direito às conquistas da convenção coletiva de trabalho (CCT).

O negociado sobre o legislado já está na CCT dos bancários e é muito melhor do que o que a nova lei prevê. Exemplo disso são os benefícios como auxílio maternidade, PLR e tickets, por exemplo – não garantidos a outras categorias. “Os patrões querem mudar esses direitos para menos, cortando o horário de almoço pela metade, por exemplo, parcelando o período de férias em três vezes e estabelecendo o trabalho intermitente, no qual o funcionário só recebe pelas horas trabalhadas”.

SEEB Sorocaba

 
 
 

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