Endividamento dos sorocabanos cai em um ano, aponta Acso


O número de consumidores com o CPF negativado por dívidas caiu na cidade durante o ano de 2016, segundo dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial de Sorocaba (Acso). O balanço mostra que em janeiro do ano passado eram 88.357 documentos negativados, ante 81.203 em dezembro, o que representa uma redução de 9,1%. De acordo com a Acso, o valor das dívidas também caiu. Em janeiro de 2016, o total era de R$ 69,36 milhões contra R$ 67,40 milhões em dezembro, o que corresponde a uma queda de 2,5%. Mas a maior baixa ocorreu no número total de registros de débitos, que no mesmo período diminuiu 11,6%, de 200.624 em janeiro para 179.200 em dezembro. Um mesmo devedor pode ter mais de um registro. Os números abrangem dívidas de consumidores em lojas, bancos, concessionárias, entre outros segmentos vinculados ao SCPC. Fatores Alguns fatores podem ter impactado no resultado, segundo análise do presidente da Acso, José Alberto Cépil. "Há uma recessão causando desemprego, queda na renda e inflação elevada, o que restringe o poder de compra da população, afetando negativamente sua capacidade de assumir novos compromissos financeiros e consequentemente a capacidade de pagamento", diz Cépil. O presidente da Acso acrescenta: "O resultado disso é que as pessoas estão inseguras em arcar com compromissos futuros. Estão cautelosas com receio de não conseguir honrar os compromissos. Esse comportamento pode estar forçando a queda da inadimplência." Para 2017, ele acredita que o País começará a sair da recessão gradativamente, mas mesmo assim o consumidor manterá a cautela, já que após ter passado por um período difícil aprendeu a administrar melhor sua vida financeira. "A decisão de poupar, de ser mais comedido, muda após o período de aprendizado com a recessão", observa Cépil. Alívio O motorista Rubens Mello Costa Junior, a dona de casa Patrícia Rodrigues Sobota e a técnica de enfermagem Valdirene Vieira foram ontem à sede da Acso, onde também funciona o Serviço de Recuperação de Crédito (SRC). Rubens foi confirmar a exclusão do seu nome da lista de restrições, Patrícia solicitou uma certidão de regularidade do seu nome para um aluguel de imóvel e Valdirene identificou a empresa com a qual tem uma pendência a fim de providenciar a regularização. Cada situação é uma história diferente. Rubens tinha inadimplência de R$ 700 com um banco. Ele zerou uma conta corrente, achando que isso era suficiente para encerrá-la, mas não formulou o pedido por escrito. O valor foi acumulando em razão de taxas da conta, que continuou ativa. Feito o pagamento e confirmada a regularidade do seu nome, Rubens comemorou: "A sensação é de alívio." Patrícia também disse que tem "sensação boa" por conferir que não tem restrição ao crédito. Para continuar assim, receitou: "Comprar o que pode pagar." E Valdirene contou que soube da pendência com um pagamento quando foi fazer uma compra: "Deve ser coisa mínima, até uma conta de luz hoje está gerando problema."

Fonte: Jornal Cruzeiro

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