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Centrais organizam debate e 'calendário de resistência' por direitos

13 de dez. de 2022
2 min de leitura

São Paulo – Com rejeição unânime à proposta de reforma da Previdência e algumas diferenças na discussão sobre legislação trabalhista, centrais sindicais começaram a discutir hoje (11) um "calendário de resistência" contra perda de direitos. As entidades levam em conta um cenário político e econômico desfavorável, mas querem fazer um debate nacional para alertar a população sobre as mudanças pretendidas pelo governo. O foco inicial é a Previdência, que será tema de um seminário em 7 e 8 de fevereiro, seguido de uma "jornada de debates" a partir do dia 21 daquele mês.

As preocupações concentram-se na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de reforma do sistema previdenciário, no Projeto de Lei (PL) 6.787, que contém mudanças na legislação trabalhista, inclusive prevendo a tese do negociado sobre o legislado, e no PLC 30, que está no Senado, sobre terceirização. "Independentemente de nossa vontade, as propostas estão Congresso. Do jeito que está aí, nenhuma central aceita. Temos de garantir a mobilização para fazer pressão no Congresso e ganhar a sociedade", afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, após quase três horas de reunião na sede do Dieese, em São Paulo.

A PEC da Previdência tem rejeição unânime. Já o PL trabalhista ainda não tem um diagnóstico comum, segundo Juruna. As centrais devem pedir que o pedido de tramitação urgente seja retirado, para discutir mais.

Para o secretário-geral da UGT, Francisco Canindé Pegado, é preciso discutir o mérito de cada item. Ele citou o exemplo da organização no local de trabalho, um tema considerado importante, mas que precisa ser aperfeiçoado. "Todos são contra os projetos da forma como são apresentados. Vamos pôr na mesa e discutir pontualmente", afirmou.

"Nós precisamos aprofundar esse debate e a estratégia entre as centrais", acrescentou a secretária-geral adjunta da CUT, Maria Aparecida Faria. "E descentralizar as ações entre os estados, para potencializar o debate, para que os trabalhadores e os sindicatos tenham uma compreensão melhor do momento que estamos. Podemos discutir qualquer coisa, desde que não haja perda de direitos."

Fonte: Rede Brasil Atual
 
 
 

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