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Proximidade da primavera requer atenção com risco de conjuntivite

13 de dez. de 2022
2 min de leitura

Com a proximidade da primavera, é importante ficar atento para a prevenção à conjuntivite primaveril, doença que, como o próprio nome sugere, costuma ser mais comum nesta época do ano -- por ser causada pelo pólen espalhado no ar. Embora a irritação causada pela poeira seja uma das principais causas do momento, a enfermidade também pode ser motivada por vírus e bactérias. Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ela ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas. Em Sorocaba, segundo dados da Secretaria da Saúde (SES), foram 8,6 mil casos notificados entre janeiro e agosto, número que segue o padrão de notificações de 2014 e 2015. Do total de casos deste ano, 54,9% atingiram mulheres, enquanto 45,1% foram com homens. Dentre os principais sintomas da conjuntivite, estão olhos vermelhos e lacrimejantes, pálpebras inchadas, sensação de areia ou de ciscos nos olhos, secreção purulenta (conjuntivite bacteriana), secreção esbranquiçada (conjuntivite viral), coceira, fotofobia (dor ao olhar para a luz), visão borrada e pálpebras grudadas quando a pessoa acorda. Ao perceber algum desses sintomas, a pessoa deve procurar auxílio médico imediatamente. O tratamento da doença é determinado de acordo com seu agente causador. Para a conjuntivite viral, não existem medicamentos específicos. Já o tratamento da conjuntivite bacteriana inclui a indicação de colírios antibióticos, que devem ser prescritos por um médico, já que alguns desses medicamentos são altamente contra-indicados porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro. Algumas medidas simples podem ser tomadas para diminuir o risco de adquirir a doença. Entre elas, estão não usar maquiagem de outras pessoas e não emprestar a própria, evitar compartilhar toalhas de rosto, lavar as mãos com frequência e não levá-las aos olhos, usar óculos de mergulho para nadar ou óculos de proteção no caso de trabalho com produtos químicos, não usar medicamentos sem prescrição e evitar nadar em piscinas sem cloro ou em lagos. Outras medidas que podem ser tomadas, sobretudo para se evitar a propagação da conjuntivite viral, são lavar as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas, não encostar o frasco do colírio ou da pomada no olho, evitar a exposição aos agentes irritantes (fumaça) ou alérgenos (pólen), não usar lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite ou se estiver usando colírios ou pomadas e não compartilhar lençóis, toalhas, travesseiros e outros objetos de uso pessoal de quem está com conjuntivite.

Fonte: Cruzeiro do Sul

 
 
 

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