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Santander vê crescimento de um dígito alto no crédito em 2021, dizem analistas do Goldman Sachs

Após um encontro com o presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, e o diretor financeiro do banco, Angel Santodomingo, os analistas do Goldman Sachs apontam que o o banco vê crescimento de um dígito alto no crédito este ano, puxado pelos segmentos de agro e pequenas e médias empresas. Além disso, os executivos disseram que no quarto trimestre o custo de risco deve ficar em linha com o período anterior, de 3%.

“O CEO mencionou que embora os investidores/analistas tenham visibilidade limitada sobre a recuperação de crédito, a qualidade e velocidade de criação de produtos para que os clientes refinanciem e ainda paguem é um aspecto crítico da métrica de custo de risco. Além disso, a empresa também reduziu o custo do risco na comparação anual, com valores de provisão semelhantes nos terceiros trimestres de 2019 e 2020, principalmente devido a uma melhor recuperação de crédito”, diz o relatório. A administração do Santander disse ainda que não está sendo exageradamente otimista quanto à inadimplência, argumentando que reduziu a exposição a segmentos mais arriscados em 2019. Eles dizem que o custo de risco pode ter alguma volatilidade nos próximos trimestres, mas não uma alta estrutural.


A cúpula do Santander acredita que, apesar das taxas de juros mais baixas, o retorno (ROE) deve ficar na faixa de 17 a 20% nos próximos anos.

Os executivos do Santander também falaram sobre a estratégia de agir mais como uma plataforma de distribuição do que um banco tradicional, alavancando canais digitais e usando suas filiais como ponto de venda. Além disso, afirmaram que ainda podem cortar custos no back-end do negócio, por meio da flexibilidade em torno da força de trabalho e não só pelo fechamento de agências.

Sobre a competição no segmento bancário, o Santander espera que a concorrência continue a aumentar nos próximos cinco anos, alcançando mais de dez players relevantes. A administração acredita que a competição levará bancos tradicionais a se tornarem mais digitais, enquanto os bancos digitais se tornarão mais parecidos com os tradicionais. “Além disso, a gestão antecipa uma consolidação entre as fintechs, pois apenas aquelas com uma plataforma de distribuição forte sobreviverão, afirmando que o mercado está superlotado com empresas de pagamento”.

Os executivos do Santander também comentaram sobre os estudos para uma potencial cisão da Getnet, anunciados ao mercado em meados de novembro. Eles afirmaram que estão tendo discussões internas de valuation e que por enquanto os planos são para maximizar o potencial da Getnet. A administração afirmou que está levando em consideração os riscos relacionados ao negócio e sua base de clientes após a concretização da cisão.

“Na verdade, a empresa vê a Getnet como um impulsionador chave para o crescimento do segmento de PMEs e a gestão está aprimorando a governança a fim de reduzir os riscos para o negócio e sua base de clientes se for ocorrer mesmo uma cisão. A administração acredita que o negócio se conecta à sua estratégia de plataforma de distribuição. Além disso, também o vê como oportunidade de criar uma plataforma de pagamentos regional e global”.

O Goldman Sachs tem recomendação de “venda” para Santander, com preço-alvo de R$ 30. Por volta das 14h45, as units do banco subiam 1,61%, a R$ 45,47.


Fonte: Valor Investe

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