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NO BANCO MERCANTIL DO BRASIL, O RITMO É DIFERENTE!



Já faz tempo que os acontecimentos no BMB divergem dos demais bancos. Mesmo com apontamentos e relatos recorrentes, muitas situações parecem ser tratadas pontualmente, sem mudanças estruturais duradouras.


Um dos primeiros pontos de divergência foi o desinteresse do banco em relação à qualificação dos funcionários. Cursos importantes junto ao Banco Central, como CPA’s e CEA, não eram exigência da instituição e, por isso, não contavam com ressarcimento. Na prática, muitos trabalhadores precisavam investir do próprio bolso para se qualificar, muitas vezes visando oportunidades em outras instituições do mercado.


Outro movimento marcante foi a retirada dos caixas físicos das agências e postos de atendimento, o que impactou diretamente a segurança. Com isso, também houve a retirada de vigilantes, mantendo-se apenas portas com detectores de metais, operadas por terceirizados no autoatendimento, uma medida frequentemente questionada do ponto de vista da segurança.


No passado, também houve relatos de forte pressão sobre o tempo de atendimento no autoatendimento, com metas rígidas que estipulavam duração mínima por cliente, sob risco de cobrança direta. Esse modelo esteve associado a gestões anteriores e foi alvo de críticas e intervenções sindicais. Atualmente, segundo relatos mais recentes, essa prática foi revista: a cobrança ainda existe, mas de forma mais diluída e menos centrada no tempo cronometrado, priorizando a produção geral.


Ainda assim, há registros de que, em algumas unidades específicas, especialmente em postos de atendimento, podem ocorrer excessos pontuais por parte de gestores locais, com cobranças mais intensas, situações que, quando identificadas, têm gerado medidas corretivas, como substituição de gestores.


Os relatos de assédio moral também marcaram períodos anteriores, principalmente em contextos de metas agressivas. A busca por resultados, em alguns momentos, acabou gerando ambientes de pressão, conflitos internos e desgaste emocional dos trabalhadores. Embora haja sinais de mudança em algumas gestões, o tema ainda exige atenção constante.


Outra prática que gerou críticas foi a exposição de funcionários nas calçadas das agências para captação de clientes. Após reclamações e atuação das entidades representativas, essa prática foi revista e, segundo informações mais recentes, não vem mais sendo adotada.


Também chama atenção a contradição entre campanhas institucionais, como as de combate à violência contra a mulher, e situações enfrentadas no dia a dia. Funcionárias, especialmente no autoatendimento, relatam episódios de agressões verbais por parte de clientes, o que reforça a necessidade de ampliar o cuidado também com a violência no ambiente profissional.


Por fim, permanecem as recorrentes divergências em relação ao pagamento da PLR, que frequentemente gera questionamentos e insatisfação entre os trabalhadores.


Mesmo com alguns avanços e ajustes ao longo do tempo, o cenário reforça a importância da atuação sindical, do diálogo permanente e da vigilância sobre as condições de trabalho, para que mudanças não sejam apenas pontuais, mas efetivas e duradouras.

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