Santander: mudanças geram (ainda mais) sobrecarga para os bancários


Em paralelo à exigência de aumento do lucro para 2020 e ao congelamento de contratações e promoções, reestruturação na rede de agências diminuiu número de bancários e unificou funções, o que tem levado ao crescimento da carga de trabalho e adoecimentos

O Santander diminui consideravelmente o número de trabalhadores em muitas agências do país.

A reestruturação feita no primeiro semestre de 2019 unificou as funções de caixa, coordenador de atendimento e assistente gerencial em um único cargo: gerente de negócios e serviços (GNS).

Quando o serviço aumenta, o GNS tem de se deslocar ou para o caixa ou para o atendimento gerencial, dependendo de onde a demanda é maior. Além disso, retirou os caixas de algumas agências que, segundo o banco, não teriam perfil para manter este serviço.

Um caixa foi mantido em outras agências cujo banco considera o número de serviços operacionais satisfatório. Nessas unidades, o fluxo de trabalho tem se intensificado, e esses bancários não estão dando conta. Diante deste cenário, o gerente de negócios e serviços tem de ficar intercalando o atendimento gerencial com o atendimento operacional.

A fusão de agências e o aumento do número de postos de atendimento (agência apenas com atendimento gerencial) tem provocado sobrecarga de trabalho nas agências que mantém este serviço.

Mais um agravante: em muitas agências, o mesmo gerente vai atender a conta PF e PJ do cliente (gerente Duo). Muitos destes trabalhadores reclamaram que os cursos do Netcurso não são suficientes para este atendimento. Para piorar, os trabalhadores têm de fazer o Netcurso em paralelo ao atendimento aos clientes, quando deveriam ficar exclusivamente focados no treinamento.

Todos estes problemas têm gerado agências cada vez mais cheias, atendimento precário aos clientes e sobrecarga de trabalho.

Soma-se a esta realidade o anúncio feito em dezembro pelo presidente do Santander, Sérgio Rial, de que até abril todas as contratações e promoções estarão congeladas devido ao contexto duvidoso da economia brasileira.

As contratações feitas até dezembro de 2019 tem sido insuficientes. Foi constatado que bancários estão sendo realocados de uma agência para outra. Estes trabalhadores não tem uma carteira ou um local de trabalho permanente. Ficam tapando buraco, o que dificulta inclusive sua organização pessoal para o trabalho. Destacamos que os trabalhadores não devem naturalizar esta situação.

Para completar, Sérgio Rial exigiu um lucro de R$ 16 bilhões em 2020. Este ano o banco alcançou lucro de R$ 10 bilhões até setembro, e deve fechar 2019 com resultado entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões.

Ele quer aumentar o lucro em 30% com uma estrutura interna cada vez mais precária. As pessoas estão adoecendo, se afastando, e quem permanece paga a conta disso. Por tudo isso, as pessoas devem procurar o Sindicato, fazer denúncias e orientar os clientes a reclamarem no Banco Central caso o atendimento esteja contrariando as normas do órgão e a lei.

Fonte: santosbancarios

#santander

Posts recentes

Ver tudo

Seguir:

Endereço

Telefone

(15) 3229.2990

Sugestões, dúvidas ou reclamações?

Preencha o formulário abaixo