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São Paulo é único estado com queda de desemprego no 3º trimestre, diz IBGE


25 das demais 26 unidades federativas ficaram estáveis; Rondônia teve aumento de desocupados

São Paulo foi o único estado do Brasil a registrar queda no desemprego no terceiro trimestre, informou nesta terça (19) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No período, a diminuição no número de desempregados no estado paulista foi de 217 mil pessoas. Assim, a taxa de desocupação em São Paulo caiu para 12% no terceiro trimestre do ano, após registrar 12,8% nos três meses anteriores.

Já 25 das demais 26 unidades federativas permaneceram com a desocupação estável no trimestre que compreende julho, agosto e setembro. Apenas Rondônia registrou aumento, de 1,5 ponto percentual, na comparação com os meses de abril, maio e junho.

No terceiro trimestre de 2019, puxada pela alta da informalidade, a taxa de desemprego havia recuado em 10 unidades da federação, demonstrando estabilidade em todas as outras. Na ocasião, a taxa de desocupação era de 12%. Atualmente, está em 11,8%.

O desemprego permaneceu estável na maior parte do país mesmo com recordes no trabalho informal. Ao fim do terceiro trimestre, 11,8 milhões de pessoas trabalhavam no setor privado, mas sem carteira assinada, e outros 24,4 milhões trabalhavam por conta própria.

A taxa de informalidade entre os empregados, ou seja, aqueles que estavam sem carteira assinada no setor privado, trabalhadores doméstico sem carteira assinada, empregadores sem CNPJ, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e trabalhadores auxiliares familiares, chegou a 57,9% nos estados do Norte, 53,9% no Nordeste, 38,5% no Centro Oeste, 35,9% no Sudeste e 32,2% no Sul.

O trimestre encerrado em setembro teve aumento de 459 mil pessoas ocupadas, o que fez essa população chegar a 93,8 milhões, um recorde na série histórica que teve início em 2012. "Um recorde puxado por informalidade", disse a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2018, o número de desempregados cresceu em Goiás e no Mato Grosso, e caiu em São Paulo, Alagoas e Sergipe. As demais 22 unidades da federação tiveram estabilidade.

A taxa de desocupação no Brasil foi de 11,8% no terceiro trimestre. De acordo com o IBGE, 46,9% dos desocupados estavam buscando emprego há um mês, mas há menos de um ano. Isso representa cerca de 5,8 milhões de pessoas.

O número de desempregados que buscam trabalho há dois anos ou mais estava em 3,2 milhões de brasileiros, enquanto 1,8 milhão procuravam trabalho há menos de um mês.

A taxa de desocupação mais alta continua sendo na população jovem, principalmente entre os que estão de 14 a 17 anos, com 40,6%. Para os jovens de 18 a 24 anos, esse número alcançou 25,7% no terceiro trimestre do ano.

Essa faixa etária é alvo do governo Bolsonaro, que assinou na semana passada uma Medida Provisória que cria o programa Emprego Verde e Amarelo, modalidade que reduz a tributação sobre empresas que contratarem jovens de 18 a 29 anos em primeiro emprego.

O rendimento também permaneceu estável no país de julho a setembro, estimado em R$ 2.298, apenas R$ 1 a mais do que no trimestre anterior e R$ 3 acima do mesmo período do ano passado.

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação é maior entre as mulheres (13,9%) do que entre os homens (10%). No Nordeste, a população feminina desempregada chegava a 16,7%, enquanto no Sul esse registro ficou em 9,8%.

Na comparação por cor, a população negra desempregada registrou números acima da média nacional. Os pretos representavam 14,9% desse número, enquanto os pardos chegavam a 13,6%. Os brancos ficaram abaixo, com 9,2%.

Folha de SP

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