Consumo das famílias cresce, mas segue em ritmo lento, diz IBGE


Alta foi de 0,3% no segundo trimestre

Base da recuperação econômica após a crise de 2014, oconsumo das famílias brasileiras cresceu 0,3% no segundo trimestre de 2019, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (29).

O resultado é o mesmo do primeiro trimestre. Mas com o desemprego ainda elevado e a confiança do consumidor em baixa, o ritmo de crescimento foi menor que nos últimos trimestres; as altas foram de 0,5% no quarto trimestre de 2018 e de 0,6% no período anterior.

Apesar disso, é o consumo das famílias que vem influenciando a demanda —o último resultado negativo na comparação com o período imediatamente anterior foi nos últimos três meses de 2016.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o consumo das famílias brasileiras cresceu 1,6%. De acordo com o IBGE, o desempenho reflete os indicadores de crédito para a população e a expansão da massa salarial no período.

Em doze meses, a alta acumulada é de 1,5%.

O consumo das famílias vem crescendo desde o primeiro trimestre de 2017, quando comparado com o trimestre anterior. Chegou a registrar alta de 3,1% no último trimestre daquele ano, o maior patamar desde 2014, antes da recessão.

Puxado também pelo consumo das famílias, o setor de serviços teve crescimento de 0,3% no trimestre, em comparação com o trimestre anterior, puxado pelas atividades imobiliárias e pelo comércio.

Na comparação anual, o setor registra alta de 1,2%, com destaque para os segmentos de Informação e Comunicação, Atividades Imobiliárias e Comércio. Em doze meses, a alta acumulada é de 1,2%.

Nesta quinta-feira, o IBGE divulgou dados do PIB (Produto Interno Bruto). O PIB (Produto Interno Bruto) avançou 0,4% no segundo trimestre de 2019 em relação aos três meses imediatamente anteriores.

Os dados do IBGE também mostram que a economia avançou 1% no período abril/maio/junho em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O acumulado dos últimos quatro trimestres mostra crescimento 1%.

Folha de SP

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