Reunião do COE da Caixa aborda assuntos pertinentes do banco


O diretor do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região, Antonio Marcos Lima Cabrera, da Caixa, esteve participando de reunião do COE da Caixa, no dia 24 de abril, em Campinas.

A reunião aconteceu para tratar de algumas questões do banco, como debates e defesa da Caixa 100% pública, Saúde Caixa e promoção por mérito, entre outros assuntos. Cabrera explica que a Caixa enfrenta hoje, um profundo problema de falta de empregados, que contribui para que a população atendida pelo banco, reclame muito do atendimento. Esse quadro é agravado pelos recentes PDVs feitos pelo banco e a não abertura de concurso público para contratação de mais funcionários. “O dia-a-dia de um empregado Caixa hoje é uma loucura. É desgastante demais porque é preciso se desdobrar para fazer a função de vários ao mesmo tempo e ainda ouvir reclamações e xingamentos o tempo todo”, comenta. Durante a reunião, foi divulgado que está autorizada a contratação de até 87 mil empregados para a Caixa, até junho deste ano. Mas não há informação de garantias de que esses novos contratados irão repor os que estão deixando o banco nos PDVs.

Cabrera também defende a Caixa 100% pública, defendendo que quem mais ganha com a continuidade do banco público é o atendido. Segundo explica, a Caixa sendo pública é obrigada a financiar e administrar programas e serviços sociais do governo, como habitação, loteria, gestão do FGTS, por exemplo, a um custo zero para o cliente. “Nenhum outro banco privado iria colocar funcionários para trabalhar por essas demandas, sem cobrar nada do cliente por isso. É aí que o cliente, não percebendo sua vantagem, reclama da demora no atendimento. Mas como é que um banco vai disponibilizar mais funcionários, para desempenhar uma função que não dá lucro algum para o banco?”, argumenta.

Cabrera explica que a questão das loterias é parecida. Ele conta que para a população que é atendida, não faz muita diferença se as casas lotéricas são da Caixa ou de alguma instituição privada. “Mas se ela for privatizada, os recursos gerados não serão mais distribuídos socialmente, não sendo mais revertidos em benefícios para a população mais pobre”, explica. Com relação a esse assunto, o Leilão da Lotex, que estava previsto para 26/04 e foi adiado.

Já no campo da habitação, a Caixa detém mais de 2 terços dos financiamentos imobiliários do país, a maior parte para população de baixa renda. “Ou seja, a Caixa pode não ser a maior em volume financeiro do setor imobiliário, já que os financiamentos de baixa renda têm valores mais modestos. Mas com certeza ela é a maior em volume de negócios. Outros bancos não vão querer fazer isso! Novamente, se a Caixa for privatizada, quem perde são os mais pobres”, aponta Cabrera.

SEEB Sorocaba

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