Senado cria comissão para acompanhar andamento da reforma da Previdência


Proposta está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, depois seguirá para uma comissão especial e, por fim, para o plenário. Se for aprovada, será analisada pelo Senado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), criou nesta quinta-feira (14) uma comissão responsável por acompanhar o andamento da proposta de reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

A comissão será composta por nove senadores titulares e outros nove suplentes. A comissão será presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), e a relatoria ficará a cargo de Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Além de Otto e Tasso, a comissão terá como integrantes titulares os seguintes senadores: Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin (PP-SC), Cid Gomes (PDT-CE), Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), Jaques Wagner (PT-BA), Rodrigo Pacheco (DEM-GO) e Elmano Férrer (Pode-PI).

CCJ, primeira comissão a analisar a reforma da Previdência, é instalada na Câmara

Tramitação

Nesta quarta (12), a Câmara instalou a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira comissão responsável por discutir a reforma.

Caberá à CCJ analisar se a proposta do governo Jair Bolsonaro está de acordo com a Constituição. A expectativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é que o texto seja votado entre os dias 27 e 28 deste mês.

Se for aprovada pela CCJ, a reforma seguirá para uma comissão especial, na qual o mérito será analisado, ou seja, o conteúdo. Depois, se aprovada, a reforma será discutida no plenário da Câmara.

Por se tratar de emenda à Constituição (PEC), a reforma só chegará ao Senado se tiver os votos de pelo menos 308 dos 513 deputados, em dois turnos de votação.

'Camuflagem'

Mais cedo, nesta quinta, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) criticou a criação da comissão. Para ela, a comissão é uma "peça de teatro" cujo objetivo é "apressar" a análise da reforma quando o texto chegar ao Senado.

"Estão arrumando já um discurso, uma camuflagem para apressar a votação no Senado", afirmou Kátia Abreu.

Fonte: G1

#sindnews

0 comentário

Posts recentes

Ver tudo