Em relatório para milionários, Itaú diz que detalhes preliminares da Previdência trariam uma economi


Depois de o governo de Bolsonaro anunciar os primeiros detalhes sobre a proposta da Previdência e que devem entregá-la ao Congresso amanhã (20), analistas do Itaú calcularam que a economia gerada seria de R$ 1,05 trilhão ao longo de dez anos. As informações constam em relatório divulgado hoje (19) para os clientes que possuem tíquete mínimo de R$ 5 milhões.

Na visão dos especialistas da instituição, a mudança da idade mínima de 65 para homens e de 62 anos para mulheres, ao fim de um período de transição de 12 anos podem trazer uma economia 20% superior à proposta original do governo Temer.

Na primeira versão apresentada ao Congresso, o documento estabelecia que a idade mínima seria de 65 anos para ambos os sexos. E que a de transição poderia funcionar de forma diferente. Nela, os trabalhadores teriam que cumprir um "pedágio" de 50% sobre o período para completar o tempo de contribuição. Para os homens, a regra de transição seria a partir dos 50 anos e para as mulheres a partir de 45.

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O relatório do Itaú também destaca que a economia prevista com a nova proposta de Bolsonaro poderia gerar uma economia 80% superior à proposta atual que estava parada na Câmara desde 2017. Nela, a idade mínima seria igual a prevista agora (65 anos para homens e 62 anos para mulheres).

Já nas regras de transição, os trabalhadores também deveriam cumprir um "pedágio", só que de 30% sobre o tempo que faltasse para completar a contribuição. E a idade mínima para se aposentar na regra de transição seria de 55 anos para homens e 53 anos para mulheres.

Ontem (18), o Citibank fez projeções mais tímidas que o Itaú com relação à Previdência. Para o banco, a economia que o governo deve obter com a aprovação da reforma deve atingir R$ 500 bilhões em dez anos.

Perspectivas macroeconômicas

No documento, os especialistas disseram que ainda não observaram nenhuma recuperação consistente da economia e que projetam um crescimento de 2% em 2019, com uma aceleração da atividade nos próximos meses.

Para eles, o mercado recebeu bem os primeiros detalhes da reforma da Previdência com as taxas pagas pelos títulos de renda fixa caindo bastante e a Bolsa voltando ao patamar de 98 mil pontos. Aliado a isso, a lenta recuperação da atividade econômica vem ajudando a reduzir as taxas dos títulos pré-fixados com vencimentos mais curtos.

O relatório destaca também que os desdobramentos positivos com relação às negociações entre Estados Unidos e China sobre tarifas comerciais contribuíram para a boa performance dos ativos locais.

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