Economia brasileira avança 0,47% em agosto, aponta Banco Central


SÃO PAULO

Em agosto, a economia brasileira teve um crescimento de 0,47% em relação a julho, informou o Banco Central nesta quarta-feira (17).

O cálculo do banco é feito por meio do indicador IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), e os dados são dessazonalizados, descontando-se, assim, os efeitos típicos dos meses para possibilitar a comparação.

O resultado ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,25%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o avanço foi de 2,5%.

Os desempenhos dos setores de comércio e serviço, divulgados pelo IBGE na semana passada e nesta terça (16), superaram a expectativa dos economistas, embora os crescimentos ainda não sejam vistos como retomada.

Após queda no mês de julho, o volume do setor de serviços do Brasil apresentou alta de 1,2% em agosto, segundo o IBGE. Foi o melhor desempenho do setor para este mês desde 2011.

Já as vendas no varejo subiram 1,3%, em agosto, na comparação com o mês anterior e interromperam sequência de três meses de perdas, de acordo com dados do IBGE.

O resultado do comércio ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas de alta de 0,3% e representou a melhor leitura para o mês de agosto desde 2014 (1,7%), além de ser a melhor taxa do ano.

No sentido contrário aos dois outros setores, a indústria brasileira foi pressionada em agosto pelos bens intermediários e registrou contração inesperada no mês em meio a um ambiente de atividade econômica fraca e incertezas às vésperas da eleição presidencial.

A produção industrial caiu 0,3% em agosto na comparação com o mês anterior, de acordo com o IBGE. O resultado foi o segundo negativo após queda de 0,1% em julho, o que não acontecia desde o final de 2015. O dado também contrariou a projeção em pesquisa da Reuters com economistas de alta de 0,2%. Pesquisa da Bloomberg previa crescimento de 0,3% no mês.

Fonte: Folha de SP

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