Sindicato dos Metalúrgicos entrega dossiê sobre a Saturnia à comissão que investiga área contaminada


Documento foi feito na década de 90 e reúne material de ex-funcionários e reportagens da época.

O Sindicato dos Metalúrgicos entregou um dossiê sobre a Saturnia à Comissão da Câmara que investiga a área contaminada por chumbo em Sorocaba (SP).

O dossiê foi feito na década de 1990 e foi entregue à Comissão de Meio Ambiente da Câmara que investiga as denúncias de contaminação por metais pesados na área da antiga fábrica de baterias, em que o G1 e a TV TEM flagraram moradores fazendo um garimpo ilegal de chumbo.

O documento feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos reúne material de ex-funcionários e reportagens da época. Cerca de duas mil pessoas trabalhavam na fábrica nos anos 1990.

O sindicato indicou que a maior incidência de chumbo estava no depósito de sucata das baterias, onde funcionários faziam a reciclagem sem equipamentos de proteção. O documento vai ser anexado às investigações da Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Na próxima quinta-feira (13) a comissão deve ouvir um representante da Cetesb sobre a área da Saturnia.

A denúncia sobre extração ilegal de materiais tóxicos foi feita pela TV TEM e pelo G1. A reportagem mostrou pessoas se arriscando em busca de metais para serem vendidos em ferros-velhos.

A Polícia Civil identificou os ex-sócios da empresa, eles foram localizados e estão no Rio de Janeiro (RJ), onde prestarão esclarecimentos. Com estes depoimentos, a polícia espera entender como eram feitos os descartes das baterias no solo.

A área onde funcionava um parquinho infantil improvisado por moradores, próximo ao terreno da antiga fábrica, foi fechada no inicio deste mês.

O trabalho de isolamento do local começou quase duas semanas depois que o Fantástico denunciou o garimpo ilegal na Zona Industrial da cidade.

Placas que alertam para o risco de contaminação estão sendo implantadas na área para impedir a entrada das pessoas. Os buracos fora do local de isolamento já foram fechados, mas os maiores que estão dentro da cerca vão continuar abertos.

A massa falida da empresa alega que não tem recursos para aterrar toda a área escavada, mas informou que a área onde foi criada uma horta comunitária também será isolada.

Fonte: G1

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