• Sindicato dos Bancários

BANCÁRIOS DE SOROCABA E REGIÃO APROVAM PROPOSTAS DA FENABAN, BB E CAIXA


Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira, 29 de agosto, os bancários de Sorocaba e Região aprovaram as propostas apresentadas no sábado, dia 25, pela Fenaban, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Funcionários de bancos públicos e privados participaram da assembleia, realizada na sede do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região.

A categoria aceitou a proposta indicada pelo Comando Nacional dos Bancários, apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na 10ª rodada de negociação que encerrou na madrugada do último sábado, 25, em São Paulo. As propostas são resultado de mais de 75 dias de negociação. A proposta da Fenaban inclui reajuste salarial de 5% (um aumento real de 1,18%), e melhorias na PLR, a parcela fixa da regra básica passou para R$ 1413,45 e do teto da parcela adicional para R$ 2.355,76.

O acordo deste ano é válido por dois anos e foi costurado antecipadamente pelo movimento sindical junto com os bancos, para evitar perdas futuras à categoria, já que os bancos tinham a intensão de levar o dissidio da categoria ao ajuizamento. “Uma grande conquista nossa nessa campanha salarial, foi que conseguimos manter todos os nossos benefícios intactos. Outras categorias não tiveram a mesma sorte e perderam muito esse ano, por conta da reforma trabalhista. E já que nosso acordo é válido por dois anos, com a garantia do reajuste da inflação do período sobre o aumento salarial do ano que vem, estamos à salvos do fim da ultratividade, princípio que previa a validade de um acordo até a assinatura de um novo – novidade da reforma trabalhista”, explica Julio Cesar Machado, presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região.

PRINCIPAIS CONQUISTAS

• Volta a PLR integral para bancárias em licença-maternidade e afastados por doença ou acidente;

• Garante o parcelamento do adiantamento de férias em três vezes, a pedido do empregado;

• Mantém todos os direito da CCT ao hipersuficiente (quem ganha mais de R$ 11.291,60);

• Mantém o direito ao adiantamento emergencial para quem tem recurso ao INSS por 120 dias (cláusula 65);

• Realização do terceiro Censo da Diversidade, levantamento fundamental sobre o perfil da categoria para a promoção da igualdade de oportunidades;

• Está mantida a proibição da divulgação de ranking individual, prevista na cláusula 37ª da CCT, conquistada pela categoria como forma de reduzir a pressão por metas;

• Bancário demitido não precisará mais requerer o pagamento da PLR proporcional se tiver conta corrente ativa no banco; os demais terão prazo para solicitar o pagamento;

• Mantém o salário substituto (cláusula 5ª);

• Cláusula do vale-transporte volta a ser a conquista da categoria de 4% de desconto sobre o salário base;

• Os bancários e bancarias terão até 30 dias para apresentar o recibo para reembolso do auxílio-creche; os bancos queriam que esse prazo fosse menor, de 10 dias;

•Volta a cláusula que previa adicional de insalubridade e periculosidade (cláusula 10ª);

• Horário de almoço poderá ser flexibilizado de 15 minutos para 30 minutos na jornada de seis horas (exceto para teleatendimento e telemarketing);

• Mantém o vale-cultura (cláusula 69) conforme queriam os trabalhadores, para que o direito esteja garantido caso o governo retome o programa.

CAIXA

-Manutenção do Saúde Caixa

- PLR e PLR Social para 2018 e 2019 (4% do lucro líquido apurado nos exercícios de 2018/2019, distribuído em valores iguais para todos os empregados).

- Manutenção da função das gestantes

- VA, VR e cesta-alimentação durante licença médica

BANCO DO BRASIL

- Intervalo de almoço dos funcionários com jornada de oito horas poderá ser reduzido para 30 minutos

- PLR mantém o mesmo modelo de PLR no Banco do Brasil

- Manutenção das três avaliações

- Mesas temáticas

Julio explica que a reforma trabalhista foi elaborada para retirar direitos e enfraquecer o poder de organização da classe trabalhadora. Soma-se a isso um cenário eleitoral de incertezas. Sendo assim, ter um acordo que resguarda os direitos da categoria, que manteve a mesa única de negociação (com bancos privados e públicos) e os acordos por bancos e que garante aumento real, é uma vitória contra esses ataques todos que os trabalhadores estão sofrendo.

Aumento real acima da média dos acordos no semestre

Levantamento feito pelo Dieese, que levou em conta 2.896 acordos entre janeiro e junho, mostra que 78% deles tiveram aumento real, e a média foi de 0,94%. As forças da categoria, na mesa de negociação com os bancos e nas mobilizações em todo o país, garantiram reajuste de 5% com aumento real de 1,18%.

SEEB Sorocaba

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