Indicador da FGV sinaliza fraca geração de emprego nos próximos meses


Índice tem série de quedas consecutivas desde março, fato que não ocorria desde 2014

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou em julho pela quinta vez consecutiva, para o menor nível desde dezembro de 2016, sinalizando fraca geração de emprego nos próximos meses em meio à atividade econômica perdendo força, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, recuou 0,8 ponto e chegou a 94,7 pontos no mês passado. O indicador vem registrando uma série de quedas consecutivas desde março, fato que não ocorria desde meados do segundo trimestre de 2014, período que marcou o início da crise econômica.

"O IAEmp continua sua trajetória de queda, convergindo para níveis próximos da média histórica prévia à crise (87 pontos). Este fato mostra que a geração de emprego ao longo dos próximos meses deverá ser mais modesta, relacionando-se com o crescimento econômico mais moderado do que o previamente esperado", disse o economista da FGV/Ibre, em nota, Fernando de Holanda Barbosa Filho.

Quatro dos sete componentes do IAEmp registraram variação negativa em julho ante junho, com destaque para o indicador de Emprego previsto para os próximos três meses da indústria de Transformação, que recuou 11 pontos.

Ainda segundo a FGV, o ICD (Indicador Coincidente de Emprego), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, caiu 1 ponto em julho, para 96,1 pontos. Este é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego– quanto maior o número, pior o resultado.

ALVO DOS CORTES

A taxa oficial de desemprego do país ficou em 12,4% no segundo trimestre. O resultado representa queda em relação ao verificado no primeiro trimestre do ano, quando a taxa foi 13,1%. Os dados são da Pnad Contínua.

Apesar da desaceleração da taxa e das quase 400 mil vagas com carteira assinada criadas em 2018, segundo dados brutos do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), há categorias que ainda são alvo de cortes significativos. O destaque são os cargos de chefia.

Diretores, gerentes e supervisores —a linha de frente na cadeia de comando— continuam sendo demitidos mesmo após superado o período econômico mais crítico. No primeiro semestre deste ano, foram fechados quase 80 mil postos de chefia, após 90 mil vagas eliminadas em igual período do ano passado.

Fonte: Folha de SP

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