Bancários definem reivindicações e entregam pauta aos bancos no dia 13


Categoria vai lutar por aumento real, manutenção da CCT e dos empregos, em defesa dos bancos públicos.

Aumento real para os salários e demais verbas, defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com todos os direitos para todos os trabalhadores da categoria; manutenção da mesa única de negociações entre bancos públicos e privados; dos empregos, com a proibição das demissões em massa. E garantir que nenhum bancário receba PLR menor em 2018. Essas são algumas das principais reivindicações definidas, no domingo 10, pelos 627 delegados e delegadas eleitos em todo o Brasil, durante a 20ª Conferência Nacional dos Bancários.

Perda de direitos

A pauta da Campanha Nacional Unificada 2018 será entregue à federação dos bancos (Fenaban) na quarta-feira 13. O Comando Nacional dos Bancários levará à Fenaban um pré-acordo para garantir a manutenção de todos os direitos da CCT e dos acordos específicos até a definição das negociações deste ano.

Esta será a primeira campanha da categoria após a retirada de direitos autorizada pela reforma trabalhista. “Todos os direitos dos bancários, contidos em nossa CCT são válidos apenas até 31 de agosto de 2018. Daí a importância de nossa luta esse ano”, diz Julio Cesar Machado, presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região.

Para se defender dessa lei em vigor desde 11 de novembro de 2017, os bancários querem incluir cláusula determinando que contratos de trabalho intermitente, parcial, autônomo, terceirizado, só podem ocorrer se for acordado com o Comando Nacional dos Bancários. O mesmo em relação à contratação de banco de horas ou compensação que deverá ser feita via negociação coletiva. Também que as homologações realizadas nos sindicatos como forma de defender que os bancários recebam tudo que lhes é devido em caso de demissão.

A pauta também garante que o acordo valha para o trabalhador com nível superior e remuneração acima de duas vezes o teto de benefícios do INSS (que hoje corresponderia a R$ 11.291). Pois pela nova lei eles negociariam direto com o patrão, correndo o risco de perder direitos como a PLR.

Bancos e a desigualdade Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged do Ministério do Trabalho, indicam que mais de 40 mil postos de trabalho foram extintos pelos bancos em aproximadamente dois anos. Isso em instituições que viram o lucro líquido crescer 33,5% em 12 meses, em uma das piores crises já vividas pelo Brasil!

Os trabalhadores também definiram como pontos centrais da Campanha Nacional Unificada 2018 a defesa dos bancos públicos como BB e Caixa e das demais estatais (como Petrobras e Eletrobras).

Representantes de órgãos de defesa do consumidor, dos trabalhadores eletricitários, petroleiros participaram da 20ª Conferência Nacional. “Vamos fazer parcerias, luta conjunta contra a retirada de direitos, contra as demissões. Os trabalhadores não podem ficar no isolamento.”

SEEB Sorocaba com Contraf

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