Lucro do BB sobe 15% no 3º trimestre, e inadimplência cai pela 1ª vez no ano


O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre deste ano, alta de quase 16% sobre mesmo período de 2016 e de 2,2% em relação aos três meses anteriores.

No acumulado até setembro, o lucro líquido ajustado —que é livre de efeitos extraordinários— é de R$ 7,9 bilhões, desempenho 45% superior a igual período do ano passado.

O crescimento foi motivado pelo aumento das rendas de tarifas, ao mesmo tempo em que o banco reduziu despesas administrativas e de provisão para crédito duvidoso.

As rendas de tarifas atingiram R$ 6,6 bilhões, alta de 9,9% em relação a 2016, com destaque para as transações de conta corrente —crescimento de 11% ante 2016— e a administração de ativos (+27%).

As transações via celular e internet foram responsáveis por 72% do total de transações, maior percentual da história do banco. Em setembro eram 13 milhões de usuários do mobile banking do BB —a meta é chegar a 15 milhões neste ano.

O banco tem investido pesado em sua estratégia digital desde novembro de 2016, quando lançou a Conta Fácil, que pode ser aberta pelo celular. Em junho deste ano possibilitou a abertura de conta corrente completa pelo seu aplicativo.

As despesas do terceiro trimestre somaram R$ 13 bilhões, redução de 4,2% ante mesmo período do ano passado. A queda foi puxada pelos gastos com pessoal, que caíram 11,4%. O BB diz que adotou "rígido controle das suas despesas administrativas."

O montante reservado pelo banco para proteção no caso de calote de empréstimos também recuou, 5,8%, para R$ 6,3 bilhões, em linha com a queda na inadimplência no período.

A taxa para atrasos acima de 90 dias passou de 4,1% no segundo trimestre para 3,94% no terceiro e interrompeu a trajetória ascendente iniciada em dezembro de 2016.

Foram as empresas que puxaram a inadimplência para baixo. O segmento de pessoa jurídica viu a taxa cair de 7,35% para 6,7%, enquanto a inadimplência da pessoa física subiu de 3,34% para 3,49%.

A margem financeira bruta do banco caiu 5,6% no terceiro trimestre, na comparação com 2016, para R$ 14,2 bilhões, pressionada pela receita financeira com operações de crédito, que recuou 18%.

CRÉDITO

A carteira de crédito do BB, sem incluir operações com títulos e valores mobiliários privados, recuou 2,1% ante os três meses anteriores e 6,4% em relação a 2016, para R$ 629,4 bilhões.

As operações com pessoa física somavam R$ 187,2 bilhões ao final de setembro, alta de 0,9% sobre o trimestre anterior e estável em relação a 2016.

Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o financiamento a veículos demonstrou o melhor desempenho, com alta de 4,6%. Em relação a 2016, porém, apresenta queda de 14,9%. O crédito imobiliário também esboçou reação e subiu 6,1% na base anual e 1,4% na trimestral.

A carteira de crédito da pessoa jurídica atingiu R$ 228 bilhões no terceiro trimestre, volume 2,6% menor que no três meses anteriores e um tombo de 13,5% sobre 2016, com impacto maior nas micro e pequenas empresas.

O crédito ao segmento recuou 31% em relação ao ano passado e 9,9% ante o segundo trimestre de 2017. Médias e grandes empresas também caíram (-7,7%) na comparação anual, mas tiveram leve alta, de 0,7%, sobre o segundo trimestre.

O financiamento ao agronegócio encerrou setembro com saldo R$ 180,3 bilhões. O montante é 0,8% maior em relação a setembro de 2016, mas representa queda de 3,9% ante o segundo trimestre deste ano.

Nos nove meses do ano, a carteira ampliada —que inclui títulos e valores mobiliários privados— acumula queda de 6,9%, bem acima da estimativa do banco para 2017 de uma queda entre 1% e 4%.

Fonte: Folha de SP

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