Banco do Brasil – demora nas reformas em quase um ano foi motivo de reunião na Fenaban


As explosões repetidas em agências e caixas eletrônicos do Banco do Brasil, em cidades de nossa base mas para o interior, têm feito o banco repensar a existência dessas agências. A solução adotada pelo BB tem sido desde a transformação de agências em postos de atendimento.

Algumas dessas cidades estão dentro da área de atuação do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região, como é o caso de Pilar do Sul, Capela do Alto, Piedade e Araçariguama e Guareí. Dessas, a agência de Capela do Alto já não reabrirá mais. Ao todo, são 42 agências em todo o território nacional que estão em processo de fechamento, o que significa, obviamente, a falta de atendimento nessas localidades . Acompanhe a situação das agências da região:

Pilar do Sul - A primeira explosão aconteceu dia 01 de abril de 2016. A agência foi reformada após a explosão, mas não trabalhava mais com numerário. Até que, em 23 de abril desse ano, houve nova explosão e a agência está novamente em reforma.

Capela do Alto – Dia 10 de setembro de 2015 a agência foi explodida. Foi feita a reforma, mas uma nova explosão aconteceu dia 21 de setembro de 2016 – praticamente um ano depois da primeira. A impressão que se tem depois dos acontecimentos, é de que a agência não abrirá mais.

Piedade – A cidade tem duas agências do BB, que foram explodidas dia 11 de dezembro de 2015, na média levou de 7 a 11 meses as reformas e durante a execução foi colocado um “caminhão-agencia” no estacionamento para atendimento dos clientes sem a mínima condição de segurança, fazendo um comparativo na mesma data, os bandidos também explodiram uma agência do Itaú na cidade, que rapidamente foi reformada, impactando negativamente na cidade a demora nas reformas das agencia do BB. Uma agência virou agência de negócios e a outra está funcionando precariamente visto a falta de funcionários que foram remanejados para outras agencias e consequentemente a absorvência dos clientes da nova agencia de negócio, gerando um grande acúmulo de serviço com um número reduzido de funcionários para atendimento.

Araçariguama - No dia 25 de janeiro deste ano, um grupo com ao menos 20 homens armados com fuzis, explodiu as agências bancárias do Bradesco e Banco do Brasil, em Araçariguama. Desde então, a administração do BB está para fazer a reforma na agência, mas esta nunca acontece! . O sindicato está em contato constante com a agência, cobrando a celeridade na reforma.

Guareí – A agência foi explodida no dia 22 de novembro 2016 e ainda vem passando por reformas – que até hoje não foram concluídas. Além disso, o atendimento vem sendo contingenciado, indo contra o que estabelece a resolução do Banco Central 3.694, que diz que a regra geral é que os bancos não podem recusar ou dificultar aos clientes o acesso a canais de atendimento convencionais, principalmente o guichê de caixa.

Para Sonia Regina Dell’ Amo, funcionária do Banco do Brasil e diretora do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região, a rotina pacata e o baixo contingente policial das cidades de interior são fatores que podem estar atraindo quadrilhas para a prática de assaltos e explosões nessas agências. “Além disso, as cidades pequenas também têm sempre um acesso fácil a rodovias, facilitando a fuga dos bandidos após o assalto”, diz.

O Sindicato de Sorocaba vem constantemente cobrando a Superintendência do BB, no sentido de agilizar tais reformas para dar melhores condições de trabalho aos funcionários dentro das agências. Logo, a imagem que o Banco do Brasil tenta passar, de que é o “banco do povo” é, no mínimo, uma propaganda enganosa.

“Existe uma informação da Fenaban de que as prefeituras cedem espaço para o Banco do Brasil quando as instalações desse são danificadas. Mas aqui em nossa região, nenhuma prefeitura cedeu espaço para o banco. É muito superficial dizer que o banco vai instalar uma agência dentro de um prédio que não foi feito para isso – como é o caso de uma prefeitura. Temos que pensar na segurança do sistema, na sobrecarga de energia e diversos outros fatores. O fato é que o prejuízo sempre recai sobre a população, que paga caro para ser mal atendida”, diz Julio Cesar Machado, presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região.

Fonte: SEEB Sorocaba

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