• Sindicato dos Bancários

Aplicativos para contratação filtram candidatos a partir de jogos on-line


Alguns meses após perder o emprego, Josival Nunes, 29, ouviu de colegas de faculdade que um joguinho para celular poderia ajudá-lo a encontrar um novo trabalho.

Baixou o aplicativo indicado, o Taqe, e passou, por quatro dias, o tempo que teve no ônibus e no trem usando o serviço. Nele, respondia a questões sobre temas como personalidades, português e conhecimentos gerais e acompanhava dicas sobre o mercado de trabalho.

"A princípio, jogava mais pela graça, não achava que iria acontecer nada", conta.

Poucos dias depois, foi chamado pela Natura, e acabou contratado como auxiliar de produção em abril.

Como a empresa já conhecia seu desempenho a partir do jogo, Nunes fez apenas uma entrevista antes de ser aprovado para a vaga.

A companhia começou a testar o app neste ano.

Serviços como esse tentam substituir currículos e as dinâmicas de grupo por processos de seleção que buscam ser mais eficientes e menos desagradáveis.

"O currículo nunca resolveu o problema do recrutamento. Muitas pessoas não sabem escrever um que mostre suas habilidades", diz a professora Anna Cherubina Scofano, coordenadora de cursos de MBA na FGV.

Por outro lado, aplicativos permitem minimizar custos com a organização de testes e dinâmicas presenciais e facilitam a organização e análise de informações sobre candidatos, diz Scofano.

Apesar da facilidade, porém, a especialista afirma que os serviços não substituem a entrevista no final da seleção.

O currículo conta menos ainda quando se vai contratar jovens, que ainda não têm experiência para mostrar, diz Renato Dias, sócio do Taqe.

A start-up usa como alternativa um sistema de pontos, ganhos conforme o candidato responde a testes, e assiste a vídeos com conteúdo.

Dependendo da pontuação, ele passa a poder se candidatar a diferentes vagas.

Segundo Dias, o aplicativo está sendo testado por oito grandes empresas e, sem especificar números, "dezenas de milhares" de usuários.

O Taqe recebe das empresas que usam o serviço quando candidato indicado pelo app é contratado (o valor por profissional varia dependendo do cargo e região).

PAQUERA

Outro app para contratações criado por start-up se inspirou no modelo de escolhas rápidas do serviço de paquera Tinder, com a meta de fechar vagas em até 24 horas.

No Empreguei, usuários se cadastram informando emprego que buscam, pretensão salarial, experiência e onde moram. A partir daí, recebem informações sobre vagas adequadas a seu perfil e dizem se têm interesse ou não.

Da mesma forma, as empresas veem um painel com o perfil dos candidatos que demonstraram interesse e decidem se querem uma entrevista, explica Marcio Furtado, fundador da companhia.

O objetivo é evitar o recebimento de mais currículos e a realização de entrevistas além do necessário para preencher uma vaga.

As vagas mais comuns no Empreguei são de secretariado,,recepcionista, garçom, cozinheiro e faxineiro.

O serviço, lançado no início de 2016, vem sendo usado por 1.000 empresas e 19 mil candidatos, diz Furtado.

Atualmente ele é gratuito para todos, mas no futuro deve ser cobrada mensalidade das empresas que contratam por ali. O aplicativo funciona para sistema Android.

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De olho na vaga

Conheça aplicativos para buscar oportunidades

TAQE Candidato ganha pontos e acesso a mais vagas ao responder a testes e assistir vídeos de conteúdo

EMPREGUEI Usando lógica do Tinder, mostra vagas para o candidato dizer se tem interesse ou não; caso ele e a empresa combinem, podem conversar on-line

JOB SEARCH Do linkedin, oferece busca de vagas e sugestões baseadas em currículos

CATHO Permite busca e inscrição nas vagas disponíveis no site da empresa, mas só para assinantes do serviço

INFOJOB*S Disponibiliza busca e inscrição em vagas; parte delas é oferecida apenas para assinantes

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