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Investimento de empresas estatais é o menor desde 2000


De cada R$ 100 que as empresas estatais planejavam investir no ano passado, só R$ 74 saíram do papel. Foi o mais baixo percentual de execução de investimentos das empresas do governo federal desde 2000.

Segundo levantamento inédito do Ministério do Planejamento, as empresas estatais federais investiram R$ 56,5 bilhões em 2016. Mas tinham aprovação para gastar mais: R$ 76 bilhões.

O encolhimento tem relação com o processo de redução do endividamento das empresas, principalmente de Petrobras e Eletrobras, segundo o ministro Dyogo Oliveira (Planejamento).

A Petrobras respondeu por 85% dos investimento das estatais federais. A Eletrobras, por outros 7%. O investimento das empresas estatais aumentou ano a ano até 2012, mas desde então só encolhe.

"Isso tem a ver com o ciclo econômico, de endividamento e com o processo de readequação que [essas empresas] estão passando, visando melhorar seu resultado e desempenho", disse Oliveira.

Em setembro de 2016, as estatais do governo tinham R$ 448 bilhões em dívidas. Petrobras e Eletrobras respondiam por mais de 95% desse endividamento.

Antes da derrocada em 2015 e 2016, a Petrobras chegou a responder por 10% de todo o investimento do país, diz Alessandra Ribeiro, sócia da consultoria Tendências.

Enredada na Lava Jato e com alto endividamento, a estatal pisou no freio. Isso contribuiu para que o investimento no país recuasse 23% nos últimos dois anos.

O ministro prevê, porém, uma reversão no baixo investimento das estatais. "O processo de ajuste por investimento já ocorreu. A partir deste ano vamos ver maior efetividade entre o valor orçado e o executado."

Questionado sobre a possibilidade de privatização, o ministro afastou a hipótese. Segundo ele, os únicos programas de venda de ativos estão em andamento dentro das próprias empresas, como Eletrobras e Petrobras.

O levantamento mostra ainda que as 154 estatais federais cortaram 22 mil postos de trabalho (5%) em 2016. Nos próximos meses, a Eletrobras deve anunciar um programa de demissão voluntária nos moldes dos que ocorreram no Banco do Brasil e nos Correios.

Folha de SP

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