Em rede social, homem relata experiência de assinar e-mails com nome de mulher: ‘o inferno’


POR SARAH MOTA RESENDE

Fora discrepância de salários e cargos de chefia entre homens mulheres, um experimento virtual “amador”, sem valor científico, mostrou que eles também tendem a ser privilegiados quando fazem contato profissionais por e-mail –e olha que a conclusão é masculina.

Na semana passada, envolto em celebrações pelo Dia Internacional da Mulher, lembrado mundialmente no dia 8 de março, o americano Martin R. Schneider contou na sua página na rede social Twitter o que aconteceu quando ele trocou sua assinatura por um nome feminino, o da sua colega de trabalho Nicole Halberg. No mesmo período do teste, ela passou a terminar e-mails com o nome dele.

Schneider teve a ideia depois que um incidente o fez perceber que ele havia trocado, acidentalmente, a assinatura do seu e-mail pela de Halberg. Ele só se deu conta da falha porque estava sendo muito maltratado pelo cliente.

VANTAGEM INVISÍVEL

Frisa-se: a forma de trabalhar de ambos continuou a mesma, tendo mudado apenas a assinatura.

“Ela me ensinou como é impossível para as profissionais do sexo feminino obterem o respeito que merecem”, disse Schneider.

Segundo o americano, todas as suas perguntas ou sugestões eram questionadas. “Eu vivi o inferno”, escreveu no microblog.

“Os clientes com os quais normalmente era fácil lidar passaram a ser condescendentes. Um deles me perguntou se eu estava solteiro”, continuou na longa sequência de posts.

Halberg, por sua vez, “teve a semana mais produtiva de sua carreira”.

“Eu não era melhor do que ela no trabalho. Eu tinha apenas essa vantagem invisível”.

Folha de SP

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