É preciso evitar que febre amarela se alastre para cidades, diz ministro


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou na manhã desta terça-feira, 24, em entrevista à Rádio Estadão, que é preciso evitar que o surto de febre amarela se alastre para a zona urbana, possibilidade que existe com a transmissão da doença pelo mosquito Aedes aegypti urbano.

“O Brasil tem capacidade técnica, de assistência, pessoal, infraestrutura e de vacinas, para bloquear esse surto. Agora, depende efetivamente das pessoas irem à vacinação e de técnicos agirem corretamente quando surge cada caso”, disse.

O Brasil tinha até esta segunda-feira, 23, 391 casos de febre amarela confirmados e 35 mortes registradas, sendo 32 em Minas Gerais e três óbitos em São Paulo. O ministro afirmou que o surto de febre amarela silvestre se concentra no Estado mineiro por casos de pessoas que viajam à Zona da Mata de MG.

Ele minimizou o risco de um surto parecido no Estado paulista, afirmando que o número de mortes é “mínimo” em São Paulo e que duas das três vítimas foram infectadas em Minas.

Barros declarou que a pasta não trabalha com a hipótese de o surto se alastrar para áreas urbanas. “Mas, evidentemente, se a pessoa pega a doença na mata e vem para a cidade, pode transmitir. O fato concreto é que temos controle máximo dos casos para evitar que isso aconteça.”

O ministro afirmou que todos os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) estão sendo seguidos e que confia na superação do problema. Ele também garantiu que não faltará vacinas.

“Já estão entregues (as doses), há estoque, o Brasil é exportador de vacina de febre amarela, não temos problema com estoque, temos apenas que garantir a vacinação”, disse. Doses foram enviadas para Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, destacou.

Para o ministro, é preciso lembrar que casos de febre amarela são registrado todos os anos, especialmente na Região Norte do País. O que ocorre agora, afirmou, tende a ser fruto do trânsito de pessoas que foram para regiões de mata e de macacos infectados que entraram em contato com humanos nesses locais.

Fonte: Istoédinheiro

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