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Sorocaba está entre as cidades que mais abriram empresas


Sorocaba é a 24ª cidade do país em número de empresas ativas, chegando a 81.287 no último dia 4 de janeiro. Os dados são do Empresômetro do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Entre 2015 e 2016, a quantidade de empresas na cidade apresentou um aumento de 13,29%, passando de 71.695 para 81.222 empresas. O crescimento é maior que o experimentado em Curitiba (9,27%), Campinas (11,15%), Guarulhos (12,87%), entre outras cidades. No ranking do IBPT, Sorocaba aparece à frente de capitais e grandes cidades como João Pessoa, Teresina, Joinville, Aracaju e Vitória. As mais de 80 mil empresas sorocabanas representam 0,41% de negócios ativos do Brasil. Vinda de empresas Para José Alberto Cépil, presidente da Associação Comercial de Sorocaba (Acso), a vinda de empresas de fora pode ser um dos fatos que contribuíram para o aumento. "Sorocaba tem recebido empresas de outras regiões do Brasil, inclusive filiais, no comércio e no varejo, o que tem ampliado o nosso mercado regional", diz. Ele cita como exemplo a inauguração da segunda loja no município da rede de supermercados Tauste em novembro, na avenida Itavuvu. Cépil acredita que Sorocaba seja atrativa aos empreendedores por conta da qualidade de vida, índices do Produto Interno Bruto (PIB) e proximidade com a capital paulista. De acordo com ele, outro fator que impulsiona esse crescimento é o aumento do desemprego. "Muitas pessoas que perdem o emprego decidem empreender", observa. Com a queda no consumo, entretanto, esses empreendedores por necessidade devem ser cautelosos ao planejar a abertura de suas empresas. "É um momento mais delicado do que em anos anteriores, momento que exige mais atenção e mais planejamento do que já exigia em uma economia em efervescência", aconselha. Empreender por necessidade O consultor de negócios do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Sorocaba, Maurício Hiromi, também aponta que os desempregados estão buscando o empreendedorismo como forma de geração de renda. Ele destaca que os atendimentos do tipo aumentaram significativamente no Sebrae, especialmente de microempreendedores individuais (MEI), nas ocupações ligadas ao vestuário, manutenção de computadores, cabeleireiros e marceneiros. Ele destaca os desafios enfrentados por quem decide abrir uma empresa após perder o emprego. "O maior risco é a pressão pela geração de receita. Nesse estágio ele não faz planejamento", alerta. Outra questão é a falta de competência administrativa para gerir um negócio e a falta de diferenciação e inovações, em um mercado saturado. "O modelo ideal é a pessoal buscar um ramo que ela se identifique e tenha conhecimento do produto ou serviço. Ela precisa fazer bastante pesquisa e estruturar esse negócio através de um planejamento ou plano de negócios. A partir daí, testar esse protótipo entre amigos e potenciais clientes", observa. Ele destaca que é preciso cumprir essas etapas antes de investir em máquinas e pontos comerciais. Para os que buscam um modelo de negócio já consolidado, as franquias seriam uma opção, desde que estejam em ramos de afinidade com o futuro empresário. Para receber as orientações do Sebrae basta comparecer ao posto localizado na avenida General Carneiro, 919, entre as 9h e as 17h. "Temos consultores de plantão, palestras e cursos, além de um vasto material que é divulgado pela internet", indica. Condições para empreender O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Roberto Freitas, acredita que Sorocaba se destaca no ranking porque tem realizado um trabalho de apoio e fomento ao empreendedorismo. Para o secretário três fatores são essenciais para esse resultado. O primeiro seria os esforços realizados por meio de iniciativas como o Espaço Empreeendedor, que promove a formalização dos microempreendedores, que chegariam a cerca de 400 por mês. Além disso, as linhas de crédito disponibilizadas pelo Banco do Povo fomentariam os pequenos negócios. "Foram 400 contratos em 2016 e R$ 2,3 milhões movimentados", afirma. Roberto também destaca o papel do Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS), que possibilitou a vinda de empresas importantes, especialmente do ramo de tecnologia da informação. Ele ressalta ainda que as empresas da cidade não se concentram em um segmento e que a diversificação é positiva para o mercado. A expectativa do secretário é melhorar ainda mais a posição da cidade no ranking investindo em três eixos: a desburocratização na abertura de empresas, a desoneração por meio de incentivos fiscais e a simplificação, facilitando o acesso à informação. "Não tenho dúvida de que a economia aquecendo, as cidades que estiverem preparadas, como Sorocaba está, terão vantagem", diz. O secretário indica aos futuros empresários que busquem orientações e cursos no Sebrae, na Universidade do Trabalhador Empreendedor e Negócios (Uniten) e no Espaço Empreendedor. Após demissão, trabalhador vira empresário da culinária Engrossando a lista de novos empresários está Márcio Kalach, de 37 anos, que inaugurou em novembro de 2016 um pub no Campolim. Com a falência da empresa de construção civil em que trabalhava no setor administrativo, devido à crise econômica, viu a oportunidade de se aprofundar em um assunto que o interessava: a culinária vegetariana. Ele passou a estudar o tema e começou a receber desconhecidos para jantares que preparava em sua própria casa. Com o sucesso dos eventos, iniciou os planejamentos para abrir um espaço, quando surgiu a oportunidade de adquirir um local no Mercadão Campolim. Surgiu assim o Whitelion Irish Pub, focado na venda de cervejas artesanais, refrigerantes orgânicos e pratos vegetarianos e veganos. O empresário conta que para abrir o negócio precisou investir dinheiro que havia guardado, mais os valores do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), e ainda vendeu o próprio carro para conseguir comprar o estabelecimento e montá-lo. Márcio relata que o esforço tem valido a pena. "Está dando super certo", afirma. Ele já planeja, inclusive, promover workshops de alimentação vegetariana no local e ainda criar uma área para animais de estimação. "Esse conceito pet friendly é muito estabelecido em São Paulo", conta. Márcio relata que como há uma pet shop no Mercadão, muitos clientes passeiam com os bichos no local, por isso vende até cerveja especial para cachorro. Ele também pretende estimular a sustentabilidade montando um espaço para bicicletas. O empresário diz ter ficado surpreso com a variedade do público, sendo que as refeições sem ingredientes animais caíram no gosto inclusive dos não vegetarianos. Márcio destaca que, apesar da oportunidade comercial, o que considera mais importante é a possibilidade de trabalhar com sua paixão. "Estou fazendo o que realmente gosto", conta.

Fonte: Jornal Cruzeiro

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