Relação com cliente é ponto forte de novo presidente do Itaú Unibanco


Filho de banqueiro, o futuro presidente do Itaú, Candido Bracher, 57, passou os últimos 35 anos respirando o mercado financeiro.

Formou-se em administração de empresas na Fundação Getulio Vargas em 1980, e rodou algumas empresas até juntar-se ao pai em 1988 no BBA-Creditanstalt.

Ex-presidente do Banco Central no governo José Sarney, Fernão Bracher fundou o BBA-Creditanstalt em sociedade com Antonio Beltran e um banco austríaco. Chamou o filho, que àquela altura já tinha trabalhado em outras quatro instituições financeiras, para assumir uma das diretorias da companhia.

A compra do BBA pelo Itaú, em novembro de 2002, consolidou o caminho de Candido ao topo do banco. Seu pai, que seguiu à frente do Itaú BBA, passou-lhe a presidência logo depois, em 2005.

Sob seu comando, o Itaú BBA cresceu de forma significativa. O lucro líquido, que em 2005 foi de R$ 1,3 milhão, superou os R$ 800 milhões no ano passado.

No período, houve, porém, algumas apostas furadas. O BBA foi um dos que mais apostaram e, por isso, mais perderam com as empresas do grupo X, do ex-bilionário Eike Batista. Também compôs o sindicato de bancos que emprestou bilhões à Sete Brasil, empresa de sondas para o pré-sal que teve de pedir recuperação judicial.

Entre os executivos do Itaú, Bracher é descrito como de temperamento tranquilo ("Sempre muito sangue-frio", diz um) e com aptidão para se relacionar com clientes.

SANTOS

Bracher é conhecido ainda pela dedicação ao Santos Futebol Clube —paixão compartilhada com Roberto Setubal e Eduardo Vassimon, vice-presidente do Itaú que irá substituí-lo na presidência do BBA e de quem Bracher é amigo desde os tempos de faculdade.

Torcedor fanático, chegou a colocar dinheiro no clube para melhorar o desempenho das divisões de base.

Às funções executivas no Itaú concilia a participação em conselhos de administração, como o do colégio Santa Cruz, em São Paulo, uma das escolas onde estudou. A outra foi no colégio Vera Cruz, que teve sua mãe, a psicanalista Sonia Maria Sawaya Bracher, como uma das fundadoras.

Ao lado do pai, do amigo Vassimon e de outros investidores como o banqueiro Pedro Moreira Salles (Unibanco) e Guilherme Leal (Natura), criou, em 2011, o fundo Pitanga, para colocar dinheiro em companhias embrionárias.

DISCRETO

Casado e pai de dois filhos, Bracher costuma ser discreto em sua vida social.

Gostar de citar a leitura como seu principal passatempo, mas também tem apreço por esportes. A amigos, fala, por exemplo, que gosta de andar de bicicleta e de esquiar.

Fonte: Folha de SP

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