Foto do Brasil hoje não é bonita, mas país vai entrar num rumo positivo


A Bolsa de Valores de São Paulo é uma das que mais subiram no mundo em 2016. O índice Ibovespa se valorizou em mais de 50% num ano em que o PIB brasileiro deve cair mais de 3%, que veio depois de um ano em que o PIB brasileiro caiu mais de 3%. Isso tem um valor que ultrapassa seus significados financeiros.

Meu grupo atende a cerca de 300 empresas, e já sentimos que tem um vento vindo. Duvida? É só olhar para a Bolsa. O mercado de ações é um mercado de esperança. É um mercado de risco, mas é também um mercado de esperança.

As empresas, os verdadeiros motores da economia, cortaram custos, azeitaram suas operações. Precisamos estar preparados para o pior, mas também para o melhor.

O Brasil vai entrar num rumo positivo. Se tirarmos uma foto do país hoje, ela não é bonita. Mas é possível projetar um filme melhor com a adoção de medidas de recuperação fiscal já tramitando no Congresso e a disposição de aprovar reformas que atualizem nossas leis, dando condições para as empresas criarem empregos e riquezas para todos. A volta do crescimento aumenta de forma natural e saudável a arrecadação de tributos.

Eu não trabalho com viés político. Sou um técnico da publicidade, e sei como os técnicos sabem fazer o que precisa ser feito. Confio na técnica de Henrique Meirelles, de Pedro Parente e de Ilan Goldfajn. São profissionais que seguem o mote dos grandes líderes americanos que dividem a vida em "learn, earn, serve" (aprender, ganhar, servir ao país).

Olha a virada da Petrobras sob a liderança competente de Parente. Olha as projeções de inflação e crescimento com a credibilidade de Goldfajn no Banco Central e de Meirelles na Fazenda.

O valor da Petrobras não pode ser um valor político. Empresas não cumprem seu melhor papel se seu principal papel for o político.

Eu sou empresário. E empresário quer que qualquer governo dê certo, pelo menos na economia. O Brasil hoje é uma Kombi que está atolada. Não vamos ficar discutindo na hora de empurrar a Kombi. Depois a gente discute a questão ideológica, partidária. Com 12 milhões de desempregados e tantas empresas em dificuldade, não dá para ser e agir contra a economia nacional.

Estamos diante de um paciente na UTI e é preciso tomar medidas urgentes e duradouras para que ele não só saia da UTI, mas para que ele recupere a saúde e volte a se desenvolver plenamente.

O Brasil está contaminado pela tristeza. Mas este é um país que tem um potencial tão grande que não teremos competência para destruí-lo.

Claro que as coisas não melhorarão da noite para o dia. O Brasil tem a difícil missão de reformar suas leis. Algumas delas são muito antigas e já não servem ao século 21.

Eu respeito as ideias de todo mundo, e precisamos promover um debate respeitoso, inclusivo e de alto nível para termos o país que queremos. Eu não acho que será o governo quem vai tirar o Brasil de onde estamos, mas sim as empresas e, mais do que elas, os empreendedores, os maiores criadores de riqueza das nações.

Sempre digo que o programa mais adequado aos brasileiros, com todo o respeito aos outros programas tão necessários também, é o programa "minha empresa, minha vida".

Serão os empreendedores e suas empresas que resgatarão os milhões de empregos que perdemos na crise dos últimos anos.

Vamos lá. Ajuda a empurrar a kombi.

Nizan Guanaes

Publicitário baiano, é dono do maior grupo publicitário do país, o ABC.

Folha de São Paulo

#sindnews

Seguir:

Endereço

Telefone

(15) 3229.2990

Sugestões, dúvidas ou reclamações?

Preencha o formulário abaixo