Lucro do BB desaba 40,8% no 2º trimestre e banco reduz projeções


O lucro líquido ajustado —que exclui efeitos extraordinários— do Banco do Brasil caiu 40,8% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2015, para R$ 1,801 bilhão. Segundo a instituição financeira, o resultado foi novamente foi impactado por provisão contra calote de uma empresa do setor de óleo e gás.

Na comparação com o primeiro trimestre do ano, houve crescimento de 40%.

O lucro líquido contábil —que inclui os efeitos extraordinários— recuou 18% ante o segundo trimestre de 2015, para R$ 2,465 bilhões. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, houve alta de 4,5%.

O BB elevou a provisão para perdas com calote, que disparou 59,5% em relação ao segundo trimestre de 2015, para R$ 8,277 bilhões. A linha também cresceu 9,5% ante os três primeiros meses do ano.

A inadimplência medida por operações vencidas há mais de 90 dias subiu de 2,60% no primeiro trimestre para 3,27% no final de junho. Um ano antes, era de 1,89%.

A carteira de crédito ampliada do banco recuou 1,16% em relação ao segundo trimestre de 2015, para R$ 751,2 bilhões. Ante os três primeiros meses do ano, houve queda de 3,15%.

Com isso, o banco cortou a projeção para o crescimento da carteira. Agora, o intervalo vai de queda de 2% até alta de 1%. A previsão anterior era de expansão entre 3% e 6%.

O principal fator de influência foi a redução da projeção dos empréstimos à pessoa jurídica. Em vez de crescimento de 1% a 4% nesse tipo de crédito, o banco passou a prever queda de 6% a 10%.

Já a expectativa para crescimento da margem financeira bruta passou de 7% até 11% para 11% a 15%. No segundo trimestre, houve expansão de 17,5% em relação a um ano antes, para R$ 14,633 bilhões.

As receitas com tarifas por serviços prestados subiram 12,8% no segundo trimestre, até R$ 6,063 bilhões. Em relação ao primeiro trimestre, as receitas dessa linha subiram 9,1%. O ganho com tarifas ajudou a elevar as receitas operacionais totais de produto bancário em 13,5%, para R$ 23,687 bilhões.

As despesas operacionais, porém, subiram 12,2% na comparação anual, para R$ 13,010 bilhões, avançando 2,7% sobre os três primeiros meses do ano.

Fonte: Folha de SP

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