Bancário amarrado a bombas passou a noite rendido em casa com a família


Após operação especial anti-bomba, ele deixou agência no início da noite. Mãe e avó que também foram ameaçadas por bandidos não se feriram.

O funcionário de uma agência bancária que foi amarrado a explosivos no município de Barreiras, na região oeste da Bahia, relatou ter passado cerca de 9h, entre a noite de terça-feira (12) e a manhã desta quarta (13), sob domínio de criminosos na casa onde mora. Segundo informações passadas ao G1 pela Polícia Civil local, a mãe e uma avó do rapaz, que trabalha como tesoureiro no banco Santander, também foram rendidas pelos bandidos na residência.

Pela manhã, por volta de 7h30, o funcionário foi levado pelos criminosos ao banco para fazer a retirada de dinheiro e, de dentro da agência, conseguiu acionar a polícia. Os suspeitos fugiram. A vítima só saiu do banco por volta de 18h, cerca de 30 minutos depois dos explosivos terem sido retirados do corpo dele, após atuação de um esquadrão especializado anti-bomba.

Abalado, o rapaz saiu da agência com apoio do Samu, em uma maca tomando soro, e foi levado para o Hospital do Oeste, onde deve passar por exames para avaliar sua condição de saúde. Segundo o delegado Joaquim Rodrigues de Oliveira, o tesoureiro passa bem, mas ainda não teve condições de prestar depoimento formal. "Ele ainda está muito abalado psicologicamente. Por enquanto, só falou com a polícia de forma informal, mas amanhã [quinta-feira, 14] pretendemos colher o depoimento dele na delegacia", destacou.

Explosivos foram retirados do corpo da vítima pelo esquadrão anti-bombas.

De acordo com o delegado, o tesoureiro relatou que foi abordado pelos criminosos na casa onde mora, na noite de terça-feira (12). Segundo o delegado, com base no relato da vítima, quatro homens ainda não identificados teriam participado da ação. A polícia não soube informar como os suspeitos chegaram até a residência.

"Ele disse que chegou em casa, por volta das 22h, e que os bandidos já estavam dentro da residência com a mãe e a avó. Os criminosos passaram toda a noite com as vítimas. Durante a madrugada, um dos criminosos saiu com a mãe dele e outros ficaram na residência com ele e a avó, que já é uma senhora bem idosa", disse.

Ainda conforme o delegado Joaquim Rodrigues, já na manhã desta quarta, os bandidos amarraram o explosivo na cintura do funcionário e o obrigaram a ir até a agência bancária onde trabalha para fazer a retirada de dinheiro.

"Os criminosos foram com ele, mas não entraram no banco. Deram um celular para que ele [a vítima] pudesse ficar se comunicando com os suspeitos, que passavam as coordenadas. Dentro da agência bancária, no entanto, o funcionário acionou o alarme, a agência foi fechada e ele chamou a polícia. Os bandidos, então, fugiram sem levar nada", disse o delegado.

Agência onde funcionário trabalha fica no centro de Barreiras.(Foto: Blog do Sigi Vilares)

Por volta das 9h, policiais militares e civis chegaram ao local e realizaram um cerco nas ruas que dão acesso a agência, mas nenhum suspeito foi localizado. Enquanto estava com o artefato amarrado à cintura, o funcionário evitava se movimentar devido ao risco de explosão, conforme a polícia.

Segundo Joaquim Rodrigues, a mãe do funcionário, que estava com um dos criminosos foi liberada por volta das 11h numa estrada de terra na zona rural de Barreiras. Ela não teve nenhum ferimento. "Os criminosos não amarraram explosivos nela. Apenas a levaram para uma estrada de terra, mas ela foi liberada sem sofrer nada. A avó do funcionário não foi retirada da casa pelos criminosos. Ela ficou presa em um dos quartos e também não se feriu", destacou.

Até as 18h desta quarta-feira, nenhum suspeito havia sido preso, de acordo com o delegado. A área onde fica o banco foi isolada, no início da noite, para que o esquadrão especializado anti-bomba pudesse fazer a detonação do artefato que estava preso ao corpo da vítima.

Em nota, o banco Santander, do qual o tesoureiro é funcionário, informou que está colaborando com as investigações policias. O banco divulgou, ainda, que está prestando toda a assistência ao funcionário e à família.

Fonte: G1

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