• Sindicato dos Bancários

Dólar acumula queda de 4,5% em dois dias e fecha a R$ 3,23


O dólar desceu mais um nível nesta quarta-feira, 29, dando sequência ao alívio dos investidores depois do susto inicial com a saída do Reino Unido da União Europeia. A moeda americana terminou o pregão com baixa de 2,04%, a R$ 3,2373, e já acumula em apenas dois dias uma desvalorização de 4,5%, o menor valor desde 22 de julho de 2015. No mês de junho, o recuo é de 10,35%. No pregão anterior, a moeda já havia batido nova mínima.

Também pesou a percepção de que o Banco Central deve continuar afastado das intervenções no mercado cambial. "Os comentários do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, deram a entender que o dólar pode ficar mais fraco como fator adicional para o controle da inflação", avaliou o economista Ignácio Crespo Rey, da Guide Investimentos.

Para o especialista, o fluxo cambial está positivo porque o Brasil está sendo visto como um emergente menos vulnerável ao Brexit e aos temores relacionados com a China. O movimento das moedas está muito ligado às expectativas, incluindo a aposta no adiamento da alta de juros nos Estados Unidos. Na visão de Crespo Rey, será difícil o Fed subir juros antes das eleições norte-americanas, que passaram a ser um risco potencial como o Brexit, que se consolidou.

Ações. Na Bovespa, o dia também foi de otimismo, e o princial índice do mercado local subiu 1,99%, aos 51.001 pontos. No exterior, o principal índice da Bolsa de Londres, o FTSE 100, também fechou em forte alta, de 3,58%, e anulou as perdas registradas após o resultado do plebiscito conhecido na madrugada de sexta-feira.

A alta dos preços do petróleo mais uma vez sustentou os papéis da Petrobrás, que avançaram expressivamente. A commodity subiu 3,96% no contrato para agosto negociado na Nymex, com o barril cotado a US$ 49,88 por barril. Na Ice, o barril subiu 4,17% e atingiu US$ 50,61. Com isso, Petrobrás ON subiu 2,84% e Petrobrás PN avançou 3,26%. Os papéis da Vale acompanharam o desempenho positivo das ações ligadas a commodities e subiram 1,62% (ON) e 2,47% (PNA).

As ações de bancos voltaram a se destacar na alta, sintonizadas com os papéis de seus pares no exterior, que haviam sido fortemente penalizadas pelo Brexit. As units do Santander terminaram o dia com ganho de 2,94%, seguidas por Banco do Brasil ON (+2,87%) e Bradesco PN (+2,41%).

Os investidores ainda analisaram, no mercado interno, o tom mais duro de Goldfajn e do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), que geraram a percepção de que a Selic - a taxa básica de juros da economia - poderá demorar mais para cair.

Além disso, a alta do IGP-M de maio, que ficou acima do teto das estimativas também traz pressão nas taxas curtas e, segundo um operador, "preocupa um pouco". No radar também está a possibilidade de o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecer na reunião de amanhã uma meta de inflação menor para 2018. Os juros mais longos, no entanto, exibem viés de baixa, influenciados pelo dólar.

Fonte: Estadão

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