• Sindicato dos Bancários

Brasil fica mais velho, mas investimento na poupança diminui


Aumento da expectativa de vida levou a população em quase todo o mundo a guardar dinheiro, derrubando os juros. É o que mostra estudo que tem como um dos autores Carlos de Carvalho, indicado para a diretoria do BC. O Brasil, porém, foge à regra

Proporcionar uma existência mais longa aos cidadãos é um dos principais indicadores de desenvolvimento de um país. Não basta, porém, viver muito. As pessoas querem ter qualidade de vida. E, para isso, é preciso que a economia cresça, garantindo mais recursos para o consumo, e serviços públicos melhores. O envelhecimento da população ao mesmo tempo ajuda e atrapalha esse processo. Uma grande vantagem foi descoberta recentemente: à medida em que as pessoas percebem que seus pais e avós estão vivendo durante mais tempo, elas se dão conta de que precisam poupar mais, para garantir uma vida tranquila depois de parar de trabalhar. E a vantagem aparece para todos, porque, com maior volume de poupança, há maior disponibilidade de recursos e os juros caem. Foi assim em vários países pesquisados. No Brasil, que não faz parte da amostra, a poupança caiu, e os juros continuam nas alturas.

É o que mostra um trabalho, publicado pelo Federal Reserve Bank de São Francisco, de autoria de três economistas: Fernanda Nechio, da própria instituição, Andrea Ferrero, professor da Universidade de Oxford (Reino Unido), e Carlos Viana de Carvalho, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) indicado para a diretoria de Política Econômica do Banco Central (BC) — a nomeação ainda depende de aprovação do Senado. Com a crise global, os bancos centrais de muitos países baixaram as taxas básicas de juros, que se tornaram, em muitos casos, negativas em termos reais, pois quem compra os títulos do governo deve-se contentar com remuneração abaixo da inflação. Os economistas mostraram que, embora o objetivo de impulsionar a economia explique parte da queda dos juros, grande parte da política monetária é consequência da demografia. Em 17 países desenvolvidos estudados, a taxa média real de juros caiu de 5,6% ao ano em 1990 para -0,7% em 2013. Dessa queda de 6,3 pontos, 24% são resultado do envelhecimento da população.

Fonte: CorreioWeb

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