Governo quer encaminhar reforma da Previdência ao Congresso em julho


O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta segunda-feira (13), que o governo vai encaminhar ao Congresso até o final de julho a proposta de reforma da Previdência Social. Padilha participou, no Palácio do Planalto, da segunda rodada de reuniões do governo com representantes de centrais sindicais para tratar do tema. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) foi representada na reunião por Miguel Salaberry Filho, Secretário Nacional de Relações Institucionais da União Geral dos Trabalhadores (UGT), e Natal Leo, presidente do Sindicato dos Aposentados e e Pensionistas da UGT - SINDIAPI.

De acordo com o ministro, o texto, ainda não finalizado.Padilha evitou antecipar pontos que o governo defende, mas adiantou que a proposta seguirá o modelo usado em outros países.

Segundo o ministro o que foi proposto pelas centrais não cobrirá o buraco. "O tamanho do buraco varia do peso que vai ser dado a cada uma das hipóteses de arrecadação que foram propostas. Aí sim, poderemos dizer o que vamos adotar, o que é adotado classicamente em todo o mundo é o que vamos adotar aqui. Vamos ter algumas receitas extraordinárias que advirão das propostas das centrais, mas não se faz mágica nesse tema. O sistema tem que ser autossustentável", disse Padilha.

No encontro desta segunda-feira, as centrais sindicais sugeriram ao governo "corrigir erros do passado", como vender imóveis subutilizados e promover programas de refinanciamento de dívidas para diminuir o passivo. A UGT também propôs aumentar a fiscalização da Previdência, assim como rever desonerações com filantropia.

De acordo com o governo, o déficit da Previdência para este ano é estimado em R$ 136 bilhões. Caso todas as medidas sugeridas pelas centrais fossem adotadas, ainda haveria um déficit de cerca de R$ 50 bilhões, pelos cálculos do governo. Na próxima semana, haverá nova rodada de negociação com sindicalistas.

Com informações da Agência Brasil

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