Banqueiros temem avanço de start-ups e aumento da regulação financeira


Presidentes de bancos e demais companhias do setor financeiro consideram o aumento da regulação, o avanço de novas tecnologias e as incertezas geopolíticas as maiores ameaças para o crescimento de seus negócios. (Felipe Oliveira)

O resultado faz parte de relatório da consultoria PwC, que ouviu 176 presidentes-executivos de 62 países. A tecnologia digital transforma o modo como clientes se relacionam com as empresas financeiras. Também abre espaço para que gigantes do setor digital ou novas start-ups (iniciantes de tecnologia) roubem uma fatia do mercado, diz Alfredo Sneyers, sócio da PwC Brasil.

Entre os presidentes que responderam à pesquisa, 81% dizem que a velocidade das mudanças tecnológicas ameaça o crescimento de suas companhias. Dos entrevistados, 93% afirmam que a tecnologia pode transformar de maneira profunda as expectativas de clientes nos próximos cinco anos.

"Em um mundo de facilidades digitais, as pessoas entendem cada vez menos o motivo de não precisar ir à locadora buscar um filme, mas ter de ir à agência bancária para ter acesso a vários serviços."

Ele afirma que, ao mesmo tempo em que é uma ameaça, o avanço tecnológico pode ser uma oportunidade para quem souber se reinventar.

Será cada vez mais comum, por exemplo, que bancos usem informações sobre comportamento para fazer ofertas mais certeiras. Pelo padrão de gastos, a empresa pode saber que o cliente ganhou um filho e, automaticamente, ofertar um fundo de investimentos, diz.

A preocupação mais citada por executivos mundo afora é o aumento da regulação do setor financeiro (87%).

REAÇÃO Bancos brasileiros vêm se movimentando para ficar mais perto das start-ups. No Brasil, o Bradesco tem desde 2014 o programa InovaBRA, pelo qual dá apoio a algumas empresas iniciantes.

Ao final do processo, pode fazer parcerias ou investir em algumas dessas companhias. O Itaú tem Cubo, prédio no qual abriga empresas de tecnologia na Vila Olímpia (SP). A iniciativa foi aberta em parceria com o fundo de capital de risco RedPoint e-ventures.

Fonte: Folha.com

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