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Itaú Unibanco lucra R$ 5,2 bilhões no 1º trimestre e vê calote disparar


Um salto nas provisões para perdas com inadimplência e receitas pressionadas pela retração na carteira de crédito levaram o Itaú Unibanco a registrar queda no lucro do primeiro trimestre do ano.

O maior banco privado brasileiro anunciou nesta terça-feira (3) que seu lucro líquido do período somou R$ 5,184 bilhões, queda de 9,6% em relação aos R$ 5,733 bilhões observados no mesmo período de 2015. Foi ainda o menor lucro desde o segundo trimestre de 2014.

Na base recorrente, o lucro alcançou R$ 5,235 bilhões no período, queda de 9,9% na comparação com um ano antes. A previsão média de analistas consultados pela Reuters era de R$ 5,195 bilhões.

O índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,9%. No mesmo período de 2015 era de 3%. Foi o maior patamar desde setembro de 2013.

Com a alta do desemprego e dos pedidos de recuperação judicial de empresas numa economia em forte recessão, o banco fez provisões para perdas com calotes de R$ 6,4 bilhões, alta de 38,1% na comparação trimestral e de 43,7% em relação a um ano antes. O número já deduz recuperação de crédito.

Em outra frente, o estoque de financiamentos do Itaú Unibanco, incluindo avais e fianças, caiu 4,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 517,484 bilhões. Frente a dezembro, a queda foi ainda maior, de 5,6%.

A contração foi liderada pelos empréstimos para compra de veículos (-31,2%), para grandes empresas (-9,8%) e das pequenas e médias (-9,9%), todos na comparação anual.

Um efeito desse movimento foi o recuo na margem financeira, que somou R$ 16,6 bilhões no trimestre. O valor é R$ 207 milhões menor do que o registrado no trimestre passado.

As receitas com tarifas e serviços, de R$ 7,17 bilhões, avançaram 4,4% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, número bem abaixo da variação da inflação no período, de cerca de 10%.

Por outro lado, as despesas não decorrentes de juros —que incluem pagamento de salários— somaram R$ 10,2 bilhões de janeiro a março, recuo de 8% na comparação trimestral e aumento de 3,4% sobre um ano antes, também abaixo da inflação.

Mas isso foi insuficiente para impedir uma baixa de 4,5 pontos no retorno sobre o patrimônio líquido anualizado, de 19,7% no trimestre. Em termos recorrentes, a queda foi de 4,6% do índice, que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas.

Fonte: Folha de SP

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