Temer quer anunciar redução de ministérios assim que impeachment for aceito pelo Senado


Quebra-cabeça

Michel Temer quer anunciar uma redução no número de ministérios assim que a abertura do impeachment for aprovada no Senado. A ideia é sinalizar para fora que está empenhado em reduzir gastos do governo. O entorno do vice, embora apoie a medida, revela preocupação. Acha que o corte, somado à ideia de nomear um time de figurões em sua cota pessoal, pode criar entraves para abrigar indicações dos partidos aliados, o que dificultaria a construção de uma base sólida na Câmara.

Regra do jogo

“Terão de se contentar com menos”, resume um articulador de Temer sobre a participação dos aliados no provável governo peemedebista.

Enxugando gelo

Embora a redução ministerial ocupe o primeiro lugar na lista de medidas, Temer só conseguirá cortar seis ou sete pastas, e muitas delas manterão as atuais estruturas, sendo apenas fundidas com outras.

União nacional

Transportes, Portos e Aeroportos se tornariam o Ministério da Infraestrutura. Agricultura com Desenvolvimento Agrário e Cultura com Educação são algumas das opções de fusões postas à mesa.

Triplo carpado

Auxiliares de Temer dizem que o seu provável governo deve ter como prioridade o trio: enxugamento do Estado, transparência e ações realistas.

Entre nós

Na busca de ter a transparência como uma das marcas de sua gestão, Temer está bebendo no modelo da Controladoria-Geral da Prefeitura de São Paulo, criada pelo petista Fernando Haddad, em 2012.

Vitrine

Avalia que a medida é necessária para se contrapor aos escândalos recentes e vender para a iniciativa privada um ambiente propício aos negócios.

Homem gol?

De um aliado de longa data de Temer sobre a pressão que sofrerá nos 30 primeiros dias de seu governo: “Se assumir, precisará ter velocidade suficiente para bater o escanteio e estar na área para cabecear pro gol”.

Script

Ganha força entre auxiliares de Dilma Rousseff a ideia de que a presidente faça um “discurso protocolar” na ONU, nesta sexta (22), e depois convoque uma coletiva de imprensa em Nova York para reforçar a tese de que está sendo vítima de um golpe.

On the road

Integrantes do MBL embarcaram para os Estados Unidos. Planejam uma manifestação em frente à sede da ONU. “Vamos mostrar que o impeachment não é golpe”, diz Kim Kataguiri, um dos líderes do movimento.

Traduzindo

Quem conhece a cabeça de Renan Calheiros explica sua decisão de só comandar a sessão de admissibilidade do impeachment: “Como Ricardo Lewandowski não domina o regimento do Senado, vai acabar atrasando a tramitação”.

Consequência

“Fora que ninguém vai ter coragem de gritar com o presidente do STF”, conclui a importante autoridade de Brasília.

Observador

O TCU abriu processo para acompanhar a decisão da Anatel, que impede temporariamente as operadoras de internet fixa de reduzir a velocidade ou suspender a prestação do serviço de banda larga após o término da franquia prevista.

Cartão amarelo

O órgão diz haver “evidentes indícios de que a questão possa não estar sendo conduzida pelo Poder Executivo de maneira uniforme, com potencial risco de prejuízo para a população”.

Com a bola

Os advogados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) enviaram ao STF nesta semana sua defesa no caso das contas na Suíça. Vencida esta etapa, cabe agora ao ministro Teori Zavascki decidir.

Não tem nada aí

A defesa do presidente da Câmara alega que não há como provar que ele recebeu dinheiro oriundo de propina.

Fonte: Folha de SP

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