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Acordo de reajuste de 11,5% põe fim à greve dos coletores de lixo em Sorocaba


Decisão foi tomada após quase três horas de negociações; trabalhadores retornaram ontem à noite e coleta deve ser totalmente normalizada até o fim de semana

Depois de duas horas e meia de negociação na sede regional do Ministério do Trabalho e Previdência Social, os sindicatos, empresa e Prefeitura chegaram a um acordo quanto ao reajuste de salários e deram fim à greve dos coletores de lixo nesta quarta-feira (6), seis dias depois do início da paralisação. O índice acordado entre as partes é de 11,5% sobre os salários e benefícios da categoria. Os trabalhadores deveriam ter retornado ao trabalho no turno da noite, após nova assembleia no pátio da Consórcio Sorocaba Ambiental (CSA).

Com o índice, que apresenta ganho real sobre a inflação, o salário dos profissionais sobem nas seguintes sequências: os motoristas passam a ganhar R$ 2.028,51, enquanto os coletores de lixo e varredores, R$ 1.276 e R$ 1.027, respectivamente, com data-base em março. O vale-refeição sobe de R$ 566 para R$ 631,20 e o aumento do abono por assiduidade passa a ser R$ 173, 27. Até ontem, a proposta do sindicato era de aumento de 12,35% enquanto a CSA oferecia 11,08%.

Na reunião, estiveram representantes do Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Sorocaba e Região (Sinetur), do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, do CSA e da Prefeitura, representada pelo secretário de Negócios Jurídicos, Maurício Jorge de Freitas. No acordo também houve a garantia de que os trabalhadores não serão punidos pelos dias parados e pelo descumprindo da liminar, que garantia 80% do efetivo nas ruas.

No fim da reunião, o secretário-geral do Sindicato dos Rodoviários, que representa os motoristas, Gileno dos Santos, comemorou o final das negociações e disse que agora os trabalhadores devem se dedicar à normalização dos serviços, que deve ser concluída até o fim de semana. A assessora da diretoria do Sinetur, Izaldite Sampaio da Silva, disse que, apesar do valor não ser o ideal, já representa uma melhora para os trabalhadores. “Acho que dá para encerrar a greve e continuar a vida”, afirma.

SEXTO DIA DE GREVE - Apesar da obrigação legal de colocar 80% do efetivo para trabalhar, o Sindicato afirma que 100% - correspondente a 25 caminhões - dos trabalhadores do turno da manhã foram às ruas para tentar controlar o lixo, que se alastrava pela cidade. Entretanto os funcionários do diurno trabalharam das 9 às 11 horas e, em seguida, voltaram a paralisar as atividades. Na noite de terça-feira (5), segundo a assessoria da CSA, sete carros dos 18 que deveriam estar nas ruas fizeram a coleta, totalizando sete motoristas e 28 coletores, da parte noturna, em que 23 caminhões normalmente fazem o serviço de coleta de lixo.

Alguns bairros que costumam receber a coleta na terça-feira ainda tinham lixo nas portas das casas. No Jardim Cruzeiro do Sul, uma funcionária da EE “Prof. Aggêo Pereira do Amaral”, que não quis ter a identidade revelada, conta que os moradores têm acumulado os sacos de resíduos próximos ao contêiner em frente ao colégio, o que tem gerado mau-cheiro. Uma moradora da mesma rua, que disse estar guardando o lixo dentro de casa, também confirma a manobra dos vizinhos.

Fonte: Diário de Sorocaba

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