Reestruturação do BB pode reservar futuro sombrio para os funcionários


Hoje, dia 17 de março, a diretoria liberada do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região esteve reunida na sede da entidade, com Jeferson Boava, presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e representante da Federação dos Bancários de SP/MS na Comissão de Empresas do Banco do Brasil. Jeferson veio a Sorocaba para esclarecer dúvidas sobre os problemas atuais vividos pelos funcionários do BB nacionalmente, em especial sobre a reestruturação pela qual o banco está passando.

Ele esclareceu que durante os anos 90, o BB ficou um longo período sem reajuste salarial. E o que permitiu que os funcionários do banco voltassem a ter reajuste foi a campanha salarial unificada, fazendo dos funcionários do BB parte importante no processo. Ele revela que hoje, os bancários são 5% das pessoas com melhor remuneração no Brasil, apesar de tudo. E isso só foi possível graças às lutas da categoria em campanhas salariais. “Está acontecendo um processo de reestruturação muito grande no Banco do Brasil. Agências estão sendo fechadas, principalmente em cidades com menos de 30 mil habitantes. E assim como já ocorre em bancos particulares, o BB está em processo de ingresso na era do atendimento digital”.

Dentro desse processo, Jeferson explica que clientes com renda mensal inferior a R$ 2 mil serão atendidos por correspondentes bancários. Clientes com renda de R$ 2 mil até R$ 4 mil, serão atendidos por agências de varejo enxutas. E clientes com renda acima de R$ 5 mil terão atendimento em agências BB Estilo. “Ou seja, o BB vai reduzir o atendimento e isso vai penalizar bastante os clientes – que serão remanejados para poucas agências – e os funcionários, que trabalharão sobrecarregados, já que o banco não está contratando mais”.

Futuro sombrio

Julio Cesar Machado, presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região explica que nesse contexto, a função dos sindicatos é justamente lutar – através de paralisações – pela abertura de diálogo com o banco, para tentar realocar pessoas e manter os salários. E isso pode inclusive ser feito judicialmente. “Temos que ter em mente, que no curto prazo, a reestruturação do banco não terá muitos prejuízos, porque ainda tem vagas para realocar os funcionários. Mas no médio e longo prazos, esse processo será muito severo com os funcionários do BB”, diz.

Julio lembrou também que ainda há o projeto da terceirização tramitando no senado. “Se ele for aprovado haverá total desestruturação do trabalho no Brasil. Aí teremos que ver o que faremos da vida, porque estará tudo perdido!”, alerta.

Segundo Jeferson, no novo modelo adotado pelos bancos no mundo todo prevê a redução de funcionários, a extinção de algumas funções e a criação de outras. Ele conta que o bancário de hoje não é mais o mesmo de algumas décadas atrás. E daqui há algum tempo será mais diferente ainda. “A situação no Brasil hoje só não está pior porque o brasileiro, com seu jeito caloroso, prefere o atendimento presencial e também porque ainda temos muitas pessoas humildes e um nível de instrução inferior ao de países mais desenvolvidos. Isso dificulta o acesso ao atendimento digital”.

SEEB Sorocaba

#3 #bb

Seguir:

Endereço

Telefone

(15) 3229.2990

Sugestões, dúvidas ou reclamações?

Preencha o formulário abaixo